Críticas a ideologias políticas
Conhecido por criticar a influência do marxismo sobre a Igreja, o Papa Bento XVI estendeu ontem suas críticas ao capitalismo e à globalização. No discurso de abertura da Celam, o Papa disse que as ideologias fracassaram na tentativa de reduzir a desigualdade social dos povos. “Essa promessa ideológica tem se mostrado falsa”, disse Bento XVI.
O Papa disse que o trabalho político não é competência da Igreja. Para o pontífice, a Igreja é “advogada dos pobres”. “Principalmente no mundo de hoje, onde o fenômeno da globalização afeta as relações em nível mundial”, afirmou Bento XVI. Mais cedo, na missa, o Santo Padre afirmou que não precisa sair à cata de fiéis: “A Igreja não faz proselitismo”.
Em seu discurso, elogiou o avanço da democracia na região, mas demonstrou preocupação com formas de governos autoritárias “sujeitas a certas ideologias que se acreditavam superadas e que não correspondem com a visão cristã da sociedade”.
A saída do Papa da Basílica foi marcada por um incidente. A comitiva oficial esqueceu Dom Cláudio Hummes, prefeito da Congregação para o Clero, órgão que cuida dos padres, no Santuário. Demonstrando irritação, Dom Cláudio teve de esperar cerca de 20 minutos para conseguir transporte. Ele teve de utilizar carro da segurança da Basílica.
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