
Brasília - Os partidos de oposição PSDB, DEM e PPS ingressaram com duas representações na Procuradoria-Geral da República (PGR). Em nota, o PSDB informa que, na primeira, as siglas pedem investigação sobre supostas responsabilidades do gabinete de Segurança Institucional (GSI) sobre as escutas telefônicas ilegais supostamente praticadas pela Abin contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO), e os tucanos Tasso Jereissati (CE), Arthur Virgílio (AM) e Alvaro Dias (PR).
Segundo a representação, o grampo desrespeitou a legislação que instituiu a Abin, datada de 1999, no qual determina que a agência destina a defesa do Estado Democrático de Direito e a dignidade da pessoa humana. As legendas de oposição qualificam a denúncia como "gravíssima".
O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), cobrou urgência nas investigações. Segundo o tucano, essa representação não significa qualquer desconfiança na atuação da Polícia Federal, que investiga o caso.
De acordo com nota do PSDB, o objetivo dos três partidos é "ter mais transparência nas investigações". Já o secretário-geral do PSDB, deputado Rodrigo de Castro (MG), exigiu medidas enérgicas contra os responsáveis pelo grampo. "Há uma preocupação muito grande do partido com relação a essa história. Nós classificamos esse episódio como uma crise institucional", apontou.
Na segunda ação, os partidos querem apuração sobre as razões que levaram a Polícia Federal (PF) a supostamente não fazer escuta, autorizada pelo STF, do secretário de Assuntos Institucionais do PT, Romênio Pereira. O dirigente do PT é suspeito de fraudes em obras públicas com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) detectadas pela Operação João de Barro, comandada pela PF.
As informações são do Terra