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21/11/2007 13:42:00

Mantega apóia entrada da Venezuela no Mercosul por ser mercado importante para o Brasil

Brasília - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, apóia a entrada da Venezuela no Mercosul, que está sendo definida neste momento na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. Segundo ele, o país vizinho é um mercado importante para os produtos brasileiros, já que o superávit (saldo positivo) comercial com os venezuelanos ultrapassa a US$ 3 bilhões.

Mantega também lembrou que a Venezuela tem poder de compra devido às receitas do petróleo e tem uma produção reduzida de manufaturados. O ministro destacou a importância daquele país como futuro membro do Mercosul.

Sobre as questões políticas do país vizinho, com as mudanças constitucionais propostas pelo presidente Hugo Chávez, que lhe permitirão reeleger-se várias vezes, Mantega enfatizou que Chávez foi eleito democraticamente.

"Isso é uma questão de difícil elucidação. Cada um tem opinião distinta em relação a isso. O fato é que é bem vinda a entrada da Venezuela no Mercosul".

Para Mantega a entrada da Venezuela reforça o Mercosul, que ganha "melhor calibre" à medida que outros países vão entrando., acrescentou.  

O ministro da Fazenda também comentou as medidas que estão sendo concluídas para que o comércio com a Argentina passe a ser feito com moeda local e não mais com o dólar já a partir do próximo ano. Segundo ele, o programa de computador que vai fazer as conversões diárias entre o real e o peso está praticamente pronto.

"Nos próximo dias, [o programa] vai ser testado. Falta assinar um protocolo de colaboração entre os dois países. Acredito que no início do ano esse sistema de trocas com moeda local já estará funcionando", disse.

Mantega defende a mudança por considerá-la importante para o crescimento do comércio do Brasil com a Argentina, já que facilita e reduz custos, pois o pagamento das transações não precisa mais ser convertido para o dólar e depois para o peso ou para o real.

"Tudo isso é transação financeira, bancária. Abre também a possibilidade de que mais empresas, empresas de menor porte, tenham facilitado o ingresso nesse mercado", afirmou.

Agência Brasil




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