
Belo Horizonte - A Defesa Civil confirmou a 13ª morte em decorrência das chuvas que atingem o Estado de Minas Gerais. O operário João Paulo Bruno, 21 anos, foi soterrado e morreu durante a madrugada em João Monlevade, a 100 km de Belo Horizonte. Esta foi a oitava morte em três dias.
De acordo com a Defesa Civil da cidade, Bruno trabalhava em uma construção durante o dia e fazia a vigilância do local à noite. Os bombeiros só conseguiram retirá-lo dos escombros, já sem vida, na manhã desta quarta. A construtora responsável pela obra informou que está prestando todo o atendimento necessário à família.
Na cidade de Carmo da Mata, na região oeste de Minas Gerais, o Corpo de Bombeiros e voluntários procuram por um homem que foi arrastado pela enxurrada, também nesta quarta-feira. Segundo testemunhas, o aposentado de 62 anos passava de carro sobre uma ponte quando a enchente arrastou o veículo, que foi encontrado 500 m rio abaixo, destruído pela força da água.
Em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, 60 famílias ficaram desalojadas e foram encaminhadas para abrigos improvisados nas escolas da cidade. A área central do município está interditada pelo grande volume de água. A diretoria do Instituto Cultural Inhotim doou água potável, colchão e caminhões para o transporte dos desabrigados. A reitora em exercício da Universidade Federal de Minas Gerais, Heloísa Starling, destinou para a população atingida na cidade parte das roupas arrecadadas para as vítimas de Santa Catarina.
Em Formiga, os dois rios que cortam o município, Formiga e Matacavalo, transbordaram. Lojas e agências bancárias do centro foram invadidas pela lama. Pelo menos duas pontes foram arrrastadas pela correnteza. Ninguém ficou ferido.
Ajuda
A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec/MG) deslocou equipes para as cidades de Guidoval, Piranga, Muriaé, Cataguases, Santana de Cataguases, Astolfo Dutra, Senador Firmino, Carangola, Congonhas, Jeceaba e Itabirito.
Os caminhões levaram kits com cestas básicas, cobertores, colchões, roupas e lonas. A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) enviou 60 mil copos de água tratada para Muriaé, onde 10 mil pessoas estão desalojadas e centenas desabrigadas.
Na cidade, os rios Muriaé e Preto estão acima do nível normal e oito bairros foram inundados. Também foi enviado um caminhão hidrojateador, para ser usado na limpeza de galerias de águas de chuva que ficam entupidas com a enchente e retardam o escoamento das águas. De acordo com o balanço da Defesa Civil, 60 municípios já comunicaram estragos provocados pela chuva e 32 estão em situação de emergência.
As informações são do Terra