
São Paulo - O Ministério Público Federal denunciou, nesta terça-feira, 61 pessoas investigadas pela Operação Navalha. Entre os acusados estão o ex-ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o empresário Zuleido Veras e os governadores Jackson Lago e Teotônio Vilela Filho.
Todos são suspeitos de fraudar licitações e superfaturar obras do governo federal por intermédio da construtora Gautama. A denúncia foi encaminhada ao Superior Tribunal de Justiça. Desde maio de 2007, quando foi deflagrada a operação, o Ministério Público Federal trabalhava na denúncia.
Como o esquema operava
As investigações começaram em novembro de 2006. Segundo a PF, o esquema tinha três etapas: primeiro, garantia o direcionamento de verbas públicas para obras de interesse da quadrilha; segundo, obtinha a vitória das empresas envolvidas nas licitações para executar as obras e, por fim, assegurava a liberação de pagamentos de obras superfaturadas, irregulares ou mesmo inexistentes.
O grupo era organizado em três níveis. No primeiro, atuavam pessoas diretamente ligadas à construtora Gautama. No segundo, estavam os auxiliares e intermediários, principalmente os responsáveis pelo pagamento das propinas. No último, havia autoridades públicas que tinham a função de remover obstáculos à atuação da organização criminosa.
As informações são do Terra