
São Paulo - A participação de Nayara Rodrigues da Silva na reconstituição do seqüestro e da morte da adolescente Eloá Cristina Pimentel, em Santo André, no ABC Paulista, terminou às 13h50. Às 14h, ela deixou o local, aompanhada pela mãe e pelos advogados. Segundo a polícia, ela teria ido para a casa de parentes. Agora, será reconstituida a participação dos policiais do Grupo de Ações Táticas (Gate) no seqüestro.
A primeira parte da reconstituição acabou às 12h50. Foi reproduzida a chegada de Lindemberg Alves ao apartamento, quando começou o seqüestro, a libertação de dois reféns e a primeira saída de Nayara Rodrigues da Silva do local. Não foi reconstituído o primeiro tiro que Lindemberg deu pela janela do apartamento. A segunda parte dos trabalhos começa nesta tarde com o retorno de Nayara ao local. A última parte tentará reproduzir a invasão da polícia e o desfecho do seqüestro.
Ao todo, 100 PMs fazem a segurança no local. Dez policiais civis participam da reconstituição, além de dois desenhistas, quatro peritos, um médico legista, um fotógrafo, o diretor do Instituto de Criminalística, Nelson Gonçalves, e o delegado do 6º Distrito Policial, Sérgio Luditza, que é responsável pelas investigações.
Nayara chegou com atraso de uma hora ao local acompanhada de policiais civis e de dois psicólogos do Centro Hospitalar de Santo André. Eles ficarão ao lado da adolescente durante toda a reconstituição do crime. Os advogados de Lindemberg, Ana Lúcia Assad e Edson Pereira Melo da Silva, também acompanham o trabalho da polícia, que teve início por volta das 11h.
A mãe e o irmão de Eloá, além dos dois amigos da jovem que foram feitos reféns no primeiro dia do seqüestro também participam.
Seqüestro
Lindemberg fez a ex-namorada Eloá Cristina Pimentel da Silva, 15 anos, refém no apartamento da família dela por mais de 100 horas. Ele invadiu o imóvel na tarde do dia 13 de outubro, uma segunda-feira. A adolescente estava no local com a amiga Nayara Rodrigues da Silva, 15 anos, e dois colegas de escola.
Os meninos foram liberados naquela noite, e Nayara, no dia seguinte, após 33 horas. Ela retornou ao cativeiro na quinta-feira, onde permaneceu até o desfecho do seqüestro. A ação terminou com as duas meninas baleadas. Eloá não resistiu e teve morte cerebral confirmada pelos médicos no sábado.
As informações são do Terra