
Recife- Dois policiais militares serão indiciados pela morte da menina Maria Eduarda Barros, ocorrida no último dia 19 de julho, na Cidade Universitária, no Recife. O soldado Erenildo Januário da Silva, 32 anos, e o sargento Aldo Fernando da Silva, 34 anos, foram considerados os autores dos tiros que atingiram a menina e feriram outras três pessoas. A decisão foi tomada pelo delegado Joel Venâncio, responsável pelo caso, a partir do resultado do laudo do Instituto de Criminalística (IC) apresentado na manhã desta sexta-feira.
A menina Maria Eduarda foi morta quando saia de uma festa de aniversário no bairro da Cidade Universitária, Zona Oeste do Recife, na noite de 19 de julho deste ano. No carro, estavam outras quatro crianças e dois adultos. O carro das vítimas foi abordado por assaltantes em outro automóvel. Dois bandidos desceram e recolheram os pertences da família. Quando concluíam o serviço, os dois PM"s teriam chegado chegaram atirando.
Um adolescente de 14 anos, envolvido no assalto, foi apreendido em flagrante e outras duas pessoas foram presas dias depois. Um quarto suspeito, identificado como Eduardo, ainda está foragido.
Pela análise dos peritos, a versão da família da menina de que ela foi atingida por uma bala disparada pelos policiais, foi confirmada. Segundo o delegado Joel Venâncio, os depoimentos das testemunhas e dos acusados, junto com o laudo, comprovam ainda que eles chegaram atirando sem terem sido provocados primeiro pelos assaltantes. Foram encontrados 12 tiros no carro da família de Maria Eduarda e, segundo a perícia, todos eram de pistolas ponto 40, as armas usadas pelos policiais.
O soldado Erenildo Januário da Silva e o sargento Aldo Fernando da Silva serão indiciados por homicídio doloso, e por oito tentativas de homicídio, já que havia mais quatro crianças e dois adultos dentro do carro, além de dois assaltantes. O delegado Joel Venâncio afirmou ainda que os policiais vão responder o processo em liberdade. "Como não houve nenhuma ação de obstrução ao trabalho da polícia e justiça, eles poderão ficar em liberdade até o julgamento", explicou.
O inquérito está sendo encaminhado ainda nesta sexta-feira ao Ministério Público de Pernambuco e à Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. Os policiais, ligados à polícia motorizada CPMotos, já estão afastados das atividades nas ruas.
As informações são do Terra