PT quer revisão de aliança
Cinco dos seis candidatos a presidente do partido no Rio criticam acordo com Sérgio Cabral
Ricardo Villa Verde
Rio - Cinco dos seis candidatos a presidente regional do PT defendem a reformulação ou o fim da aliança do partido com o governador Sérgio Cabral (PMDB). O tema dominou o primeiro debate interno dos petistas, dia 8, em Niterói, de acordo com transcrições divulgadas no site do PT na Internet. Apenas o atual presidente, Alberto Cantalice, candidato à reeleição, defendeu a aliança.
Christiane Granha , da chapa Terra, Trabalho e Soberania, declarou-se contra a união do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com Cabral. Para ela, não é possível “ter altivez com essa parceria”. “O que estamos fazendo no governo Sérgio Cabral?”, questionou Aurélio Medeiros, da chapa Um PT Para Todos. Eric Vermelho, da Luta De Massas, criticou a passividade dos petistas diante do governo estadual. O mais enfático foi Washington Quaquá. Apesar de ocupar cargo no estado, ele defendeu a saída do PT do governo. “Temos que ter a coragem de sair”.
A polêmica foi explorada ontem pelo prefeito Cesar Maia (DEM), em seu texto diário distribuído pela Internet. “Mas que amigos são estes?”, ironizou o prefeito.
O descontentamento maior dos petistas é com a falta de autonomia da secretária de Ação Social, Benedita da Silva. A deputada federal Cida Diogo, da chapa Mensagem ao Partido, quer reformular a relação com Cabral, para que Benedita tenha poder de ação.
“O PT não vem conseguindo dar direção na área, que sempre foi prioritária para nós”, explicou Cida.
Eleições gerais em dezembro
A nova direção do PT será eleita através do Programa de Eleição Direta (PED) realizado pelo partido a cada dois anos. Os petistas vão escolher o novo presidente nacional, os presidentes regionais e municipais, além dos integrantes dos respectivos diretórios nos três níveis de comando partidário. No Estado do Rio, cerca de 50 mil petistas têm direito a voto, mas a previsão é que 22 mil compareçam às urnas.
A disputa será decidida em dois turnos: o primeiro dia 2 e o segundo em 16 de dezembro. Doze chapas concorrem ao diretório regional e nove ao municipal da capital. As presidências regional e do Rio têm seis pretendentes cada. Sete candidatos disputam o cargo de presidente nacional da legenda. Os petistas também vão eleger, na votação do primeiro turno, as comissões de ética e os conselhos fiscais.
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