
São Paulo - O ministro da Justiça, Tarso Genro, negou que a Operação Avalanche, da Polícia Federal, tenha vínculos políticos ou partidários. A ação resultou na prisão do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.
"Essa é uma operação normal de delitos que não têm qualquer vínculo de atividade partidária ou política. Trata-se de luta contra o crime, contra corrupção e casos que infernizam a vida do Estado brasileiro", disse o ministro da Justiça, que participa da comemoração dos 40 anos 30º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE) realizado em Ibiúna, em 1968.
Marcos Valério foi preso nesta manhã na casa dele no bairro Castelo, região da Pampulha, em Belo Horizonte. Segundo a PF, na mansão foram apreendidos documentos e computadores. O material foi levado para a sede da PF em BH.
A operação
Segundo a Polícia Federal, no total, 30 mandados de busca e apreensão e foram cumpridos 17 mandados de prisão contra policiais federais, civis, despachantes, advogados e empresários, entre eles, Valério. Em Belo Horizonte, foram presas quatro pessoas. A PF também apreendeu cerca de R$ 700 mil, entre reais e moedas estrangeiras.
De acordo com a PF, o bando recebia informações privilegiadas sobre empresas com dívida na Receita Federal. Com base nesses dados, eles pediam dinheiro aos empresários em troca da promessa de resolver os problemas deles junto à Receita.
Valério, que ficou conhecido após ser apontado como operador do suposto esquema do mensalão, e os outros presos deverão ser transferidos para a Polícia Federal em São Paulo.
As informações são de Luiz de França, do Terra