Rio - Enquanto a Região Amazônica abriga 25 mil homens do Exército em quase 4 milhões de quilômetros quadrados e localização estratégica, o Estado do Rio possui 57 mil. Essa desproporção está rendendo acalorados debates no governo. O tema vem sendo tratado pelos ministros Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos) e Nelson Jobim (Defesa) na elaboração do Plano de Estratégia Nacional de Defesa, também chamado de PAC da Defesa, que prevê em um dos seus pontos a reorganização das Forças Armadas.
O primeiro estado da lista a passar pela redistribuição será o Rio. Quem confirma é o militar do Departamento de Política e Estratégia do Ministério da Defesa, coronel do Exército Gustavo de Souza Abreu, comandante durante 15 anos do Centro de Instrução de Guerra na Selva, em Manaus, que afirmou à coluna que a mudança das tropas do estado só não foi concretizada por falta de dinheiro.
“Só não aconteceu ainda por mera questão de orçamento. Já transferimos, por exemplo, as Brigadas de Niterói, Petrópolis e uma do Sul para a Amazônia ao longo da última década”, disse. Conforme O DIA antecipou com exclusividade em 2 de maio, o governo vai redistribuir os militares das Forças Armadas do Rio, de modo a aumentar a presença bélica nacional nas fronteiras: “O fato de o Rio ter grande quantidade de homens toca em outra questão. É necessário que se mantenha parte deles no estado porque a maioria das escolas militares, laboratórios de pesquisa e centros tecnológicos estão no Rio e não faz sentido esses elementos irem para a fronteira. O que vai para fronteira é a tropa”.