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Carnavalescos avisam a Paulos Barros que é normal ser demitido e que até Joãosinho foi criticado Rio - A demissão de Paulo Barros da Viradouro dividiu os carnavalescos. Para alguns, que criticam sua ‘mitificação’, a ausência do pai das alegorias humanas no desfile do Grupo Especial não fará a menor falta. Para outros, sua criatividade deixará saudade. Barros anunciou que só vai trabalhar na apresentação da Renascer de Jacarepaguá, do Grupo de Acesso A.
"Acho que existe uma mitificação muito grande", diz Roberto Szaniecki O carnavalesco da Mangueira, Roberto Szaniecki, alerta que ser dispensado faz parte da profissão. Ele lembrou que já foi demitido às vésperas de um desfile. “O Carnaval não perde nada com isso (com a saída de Barros), muito pelo contrário. Cada carnavalesco tem seu estilo. Acho que existe uma mitificação muito grande. Em vez de a imprensa dar força para carnavalescos como Rosa Magalhães e Renato Lage, tentam arrumar ícone para substituir o João”, alfinetou. Já Cahê Rodrigues, da Grande Rio, e Alexandre Louzada, da Beija-Flor, discordam e aplaudem principalmente as fantasias e alegorias de Barros. “O Carnaval sempre perde, lógico. Ele é um grande artista”, opinou Louzada. Marcos Lira, presidente da Viradouro, explicou que demitiu Paulo Barros porque queria um desfile mais tradicional e luxuoso.
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