![]() |
|
Cartola não sai de moda Morto em 1980, compositor, que faria 100 neste sábado, continua reverenciado nas rodas de samba e pelos cantores da nova geração Rio - Ele morreu em 1980, mas suas músicas continuam sendo tocadas e cantadas até hoje. Aclamado como um dos maiores sambistas de todos os tempos, Cartola, que faria 100 anos neste sábado, tem sua obra renovada nas rodas de samba da cidade e atualizada através de cantores da nova geração. Para Diogo Nogueira, as canções de Cartola serão eternamente lembradas. "Sempre canto "As rosas não falam nos meus show e o público se emociona. Meu pai (João Nogueira) e minha tia (Gisa) me ensinaram a admirar a obra dele".
Um dos principais "herdeiros" da tradição do samba carioca, Dudu Nobre, também diz que a música do mangueirense não tem idade. "O samba está sempre se reinventando, mas sem esquecer dos antigos. Figuras como Cartola serão sempre reverenciadas", analisa o cantor, que acha "O mundo é um moinho" a mais precisosa das jóias do poeta. Teresa Cristina faz coro. "Os temas de suas músicas não morrem nunca. Todos querem cantar Cartola", diz a cantora, que considera "Acontece" a "mais bela das músicas que falam sobre separação de todos os tempos". O pesquisador e escritor Rodrigo Faour apóia a "tese" de Cristina. "Acho a música mais libertária e trangressora por apresentar uma visão bastante realista da separação amorosa". Responsável por uma das mais famosas rodas de samba da cidade, no Clube Guanabara, em Botafogo, Negão da Abolição revela que músicas mais melodiosas como "Tive sim" e "Tempos Idos" são mais cantadas do que as clássicas. "Sempre cantamos várias dele, mas deixamos de lado as mais lentas", conta Negão, que aponta "Alvorada" como a mais pedida entre os freqüentadores. Para quem tiver dificuldade de cantarolar, ele dá a receita. "Tanto quem toca quanto quem curte é obrigado a aprender Cartola, senão fica perdido". Músico dos mais requisitados, Marcelinho Moreira cita "Acontece" como a melhor: "Gosto tanto que cheguei a gravá-la no meu CD".
Quem preferir pegar o trem da Central para ir ao Pagode da Tia Doca, em Oswaldo Cruz, também terá o privilégio de ouvir os clássicos. De acordo com a pastora da Velha Guarda da Portela, "algum músico da roda sempre puxa Cartola". "Meu filho (Nem) e eu adoramos e fazemos questão de que o mestre seja lembrado. Chega uma hora que o partido alto tem que parar para que possamos cantar as músicas dele. Não podemos nunca esquecer Cartola e nem Paulo da Portela", alerta a dona do mais antigo pagode da cidade. Artigo: Luis Carlos Magalhães reverencia o centenário de Cartola
|
|
|
|||||||||||||||||||||||||||
|