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Chuva retira componentes da Tijuca; samba da Mocidade surpreende e embala ensaio Rio - A chuva não deu trégua neste domingo. Mesmo assim Unidos da Tijuca e Mocidade não desanimaram e cumpriram mais uma noite de ensaios técnicos na Marques de Sapucaí. O público, no entanto, não veio em massa à Passarela, o que se refletiu também no contingente das escola. Tanto Tijuca quanto Mocidade desfilaram com um número de foliões bem abaixo do normal: menos de três mil componentes. As rainhas de bateria Adriane Galisteu e Thatiana Pagung marcaram presença e esbanjaram beleza e simpatia. Na Tijuca, o samba mostrou força, mas a escola ficou devendo um pouco na evolução. Já na Mocidade, o destaque ficou por conta do casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rafael e Marcella, e da bateria, que deu show e lembrou a boa e velha marca da escola.
A chuva foi pior para a escola do Borel e talvez por isso a agremiação não tenha repetido as boas atuações que sempre tem nos ensaios técnicos. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rogerinho e Lucinha Nobre, que voltou a dançar junto, decidiu não arriscar muito. Por causa da pista molhada e do vento, a dupla dançou o básico e fez uma apresentação contida. De qualquer forma, é extramamente positivo ver um casal tão entrosado dançar no Carnaval. A comissão de frente mostrou apenas parte do que levará para o dia do desfile, mas mesmo assim fez bonito. A noite foi de estréia para três setores: direção de carnaval (Sérgio Professor), direção de harmonia (Fernando Costa) e carro de som (Bruno Ribas). Sérgio Professor e Fernando Costa mostraram organização. A única falha registrada foi na saída da bateria do primeiro box. Os diretores de harmonia se dividiram bem ao longo da escola, no entanto precisam cobrar mais empenho dos componentes. No carro de som, Bruno Ribas desfilou seu talento vocal e garantiu a empolgação. O samba-enredo também passou no primeiro teste e ajudou a escola a brincar na Sapucaí. No fim do ensaio, o diretor de carnaval, Sérgio Professor, fez uma avalição positiva da apresentação. "Tivemos menos componentes do que o esperado. Para um primeiro ensaio, acho que fomos bem. Tivemos um errinho ou outro, mas agora o importante é analisar os erros depois de ver as fitas que foram gravadas. Estamos com novos profissionais na escola. Temos tempo até o dia do desfile para acertar tudo", disse. A agremiação apresentará o enredo "Tijuca 2009: uma odisséia sobre o espaço". Samba da Mocidade surpreende; presidente atua como diretor de carnaval Segunda escola da noite, a Mocidade entrou com muita garra e lembrou o clima do desfile de 2008, quando foi a escola que mais cantou seu samba-enredo no Carnaval. Apesar das críticas, o samba da verde-e-branco que conta a vida de Machado de Assis e Guimarães Rosa provou que tem força e que poderá ajudar a agremiação a fazer um grande desfile. A comunidade fez sua parte e cantou com emoção. A bateria começou acelerada, mas se acertou ao longo do ensaio e proporciou ao público um verdadeiro show. Comandada por Fábio de Mello, a comissão de frente escondeu o jogo e fez apenas passos marcados para interagir com as arquibancadas. O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rafael e Marcella, veio no primeiro setor, depois de algumas alas - uma posição incomum - mas nada que tirasse o brilho da apresentação. Pelo contrário, a dupla mostrou um entrosamento perfeito, além de técnica e beleza. Marcella Alves, com sua forma invejável, conciliou precisão e leveza nos movimentos e foi um delírio para os apreciadores da arte do bailado. A bateria de Mestre Jonas foi outro destaque do ensaio. Começou acelerada, mas aos poucos se acertou e esteve em sintonia com o carro de som. Incansável, Jonas apresentou várias paradinhas, sendo algumas bastante ousadas, além de coreografias entre os ritmistas. Para o desfile, a promessa é de espetáculo. Ao fim do ensaio, o presidente da Mocidade, Paulo Vianna, fez uma avaliação positiva do treino. "Acho que fomos muito bem. Tivemos pequenos erros como na ala à frente do casal de mestre-sala e porta-bandeira que tinha que ficar mais próxima, mas nada muito grave. Fiquei satisfeito, principalmente com o samba", disse. O dirigente, que usou rádio para se comunicar com os diretores de harmonia o tempo todo, além de uma baqueta gigante na mão, revelou que está desempenhando uma nova função na escola. "Temos um diretor de harmonia, um de evolução e um de comunidade. Eles se comunicam para não ter problema, mas por hora, estou trabalhando como diretor de carnaval".
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