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Com problemas nas alegorias, Porto da Pedra corre para não estourar o tempo Rio - Primeira escola a desfilar na noite desta segunda-feira de Carnaval, a Porto da Pedra levou para a Avenida um enredo sobre a curiosidade e homenageou grandes cientistas e inventores. A escola, no entanto, teve dificuldade para contar o tema. Os problemas começaram já no abre-alas que desacoplou e percorreu todo o trajeto da pista separado do resto da alegoria.
O primeiro casal de mestre-salas e porta-bandeira, Diego e Alessandra, não teve um grande desempenho e fez uma exibição irregular. Problemas também foram registrados na evolução, que ficou prejudicada por falhas de estrutura da sétima alegoria, uma representação do apocalipse. Por causa das dificuldades para entrar na Avenida, as alas da frente andaram e um enorme buraco se abriu ao longo de todo o setor 3. No final do desfile, a escola teve que correr para não estourar o tempo. Mesmo assim acabou usando todo o tempo regulamentar, que é de 82 minutos. Em sua estréia no carnaval a funkeira "Valeska Popozuda" usou uma fantasia comportada e arranncou aplausos do público. Por causa do desacoplamento do abre-alas a escola acabou desfilando com nove carros, um a mais do que o permitido, o que pode tirar décimos preciosos. A escola trouxe para a Avenida o enredo "Não me proíbam criar, pois preciso curiar! Sou o país do futuro e tenho muito a inventar!", do carnavalesco Max Lopes, que reciclou materiais utilizados em carnavais anteriores para desenvolver o enredo. "A escola luta com dificuldade. Eu reciclei material de dez anos atrás. Limpei tudo o que estava sujo de poeira para trazer o que está aí", disse ao chegar na Marquês de Sapucaí. Lopes afirmou ainda que o componente da Porto da Pedra já não está mais com "aquela cabeça de que briga para não descer (para o Grupo de Acesso)". "Estamos aqui para brigar pelo título". Os destaques João Corrêa e Carolina Monteiro, que representaram Adão e Eva no primeiro carro, não acreditam que os problemas prejudiquem a escola. "Ficamos tranqüilos porque confiamos na equipe. A escola veio para brigar", afirmaram. Apesar da crise econômica, o presidente da agremiação, Uberlan de Oliveira, disse que esse foi o desfile mais caro da Porto da Pedra. "Espero repetir o feito de 1997 quando a escola ficou em quinto lugar e voltou para desfilar com as campeãs", disse o presidente, que elogiou a performance da comissão de frente. A coreógrafa da comissão, Regina Sauer, disse que o trabalho realizado foi árduo, mas que todos os objetivos foram alcançados. Ela treinou com os bailarinos durante três horas por dia num período de três meses. "Animamos, empolgamos a platéia com a idéia inovadora. Os bailarinos precisaram ter uma boa preparação física porque o desfile requer muito esforço", contou.
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