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Damas da Verde-e-Rosa Élcio Braga e Raphael Azevedo Rio - A escolha do enredo ‘O reino das palavras’, sobre Carlos Drummond de Andrade, de 1987, contou com o entusiasmo de Dona Neuma, filha de um dos fundadores da escola, Saturnino Gonçalves. “Ela queria dar um salto no conhecimento das crianças do morro”, explica a pesquisadora Marília Barboza, autora do livro ‘Fala, Mangueira’.
Neuma sempre se empenhou em alfabetizar a criançada. “Como é que pode? Ninguém vai ser alfabetizado com esta cartilha”, disse certa vez. “Ivo viu a uva. Aqui na Mangueira ninguém come uva. Se disser ‘João comeu a banana’ todo mundo vai entender”, observava. “De alguma forma, ela falava como Paulo Freire. Você tem de contextualizar o ensino com o ambiente”, afirma Marília. Neuma (foto) lançou as bases dos projetos sociais que ganharam fama mundial nos últimos anos. Em 1987, a escola inaugurou a Vila Olímpica.
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