Rio - O Império da Tijuca também pegou carona nos 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa ao Brasil para tentar chegar ao Grupo Especial. O polpudo patrocínio da Prefeitura do Rio, no entanto, foi mal empregado em alegorias e fantasias. O desfile sobre a criação do Jardim Botânico começou bem com um abre-alas grandioso reproduzindo duas carruagens que retratavam a presença da realeza no Rio.
O segundo carro já trazia falhas em sua concepção. Os braços da gigante escultura de Dom João VI eram desproporcionais e causaram estranhamento no público. No final, um dos braços chegou a quebrar. O carnavalesco Sandro Gomes, apontado como uma das revelações dos últimos anos, não esteve nos seus melhores dias.
As demais alegorias foram prejudicadas pela chuva e passaram na Avenida bastante danificadas. Foi o caso do terceiro carro, o 'Jardim Botânico' que passou com as folhas das palmeiras parcialmente destruídas. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Washington e Jaçanã, estava muito inseguro e teve dificuldades durante toda a performance. Diante do terceiro módulo de julgadores, por exemplo, a bandeira chegou a enrrolar.
A salvação da escola foi a bateria de Mestre Capoeira e o bom samba-enredo que levantou as arquibancadas. À frente dos ritmistas, a madrinha de bateria Vânia Love fez bonito e esbanjou sensualidade, simpatia e samba no pé.
Ficha técnica:
Enredo: "200 Anos da Corte Real, Nos Jardins da Família Imperial’
Carnavalesco: Sandro Gomes
Cores: Verde e branco
Puxador: Douglas da Silva Martins