Rio - Única representante de Niterói no Grupo de Acesso, a Acadêmicos do Cubango, deixou a desejar na homenagem a Mercedes Baptista, primeira bailarina negra do Theatro Municipal. Se antes do Carnaval, a escola era dona do melhor samba e do melhor enredo, no desfile, o resultado ficou aquém das expectativas. Sem patrocínio, a verde-e-branco apresentou fantasias criativas para compensar a probreza de algumas alegorias.
O casal de mestre-sala e porta-bandeira, Patrícia e Tuninho, fez uma apresentação com pouco brilho. Diante do terceiro módulo de julgadores, Patrícia vacilou e deixou a bandeira enrolar. O quarto carro, que representava o período em que a bailarina desfilou no Salgueiro na década de 60, foi o que apresentou mais problemas. Dois "queijos" vieram parcialmente quebrados e os destaques desfilaram imóveis, com medo de cair. O ponto alto do desfile foi a participação de Mercedes Baptista, que veio no quinto carro. Aos 86 anos, a bailarina foi ovacionada e emocionou o público.
Carnavalesco e presidentes admitem falhas
Ao final da apresentação, o carnavalesco Wagner Gonçalves, reconheceu as falhas na passagem da escola. "Vi tantos erros que prefiro nem lembrar. Faltou muita coisa, principalmente grana. Cinco alas pelo menos passaram no lugar errado", disse. O presidente da verde-e-branco, Olivier Oliveira, o Pelé, também admitiu os erros. 'Tínhamos um bom samba e um bom enredo. Mas não tínhamos dinheiro e isso prejudicou bastante. De qualquer forma, o Wagner (Gonçalves), vai continuar na escola', disse.
Ficha técnica:
Enredo: ‘Mercedes Baptista: De Passo a Passo, Um Passo’
Carnavalesco: Wagner Gonçalves
Cores: Verde e Branco
Puxador: Tiãozinho Cruz