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Ilha quase estoura o tempo, mas ouve gritos de 'É campeã'
Rio - Primeira escola a mexer realmente com a arquibancada depois de quase oito horas de desfile, a União da Ilha do Governador ouviu até gritos de "É campeã" da platéia, que ovacionou a passagem da sexta agremiação na Sapucaí. Com um enredo desenrolado sobre o hábito humano de viajar, a escola traçou a odisséia simbolizando a prática na figura do pesquisador e escritor francês Julio Verne. O samba-enredo foi muito bem recebido pelos componentes e ajudou a escola a fazer um desfile alegre e descontraído, que só foi prejudicado nos momentos finais, quando as alas tiveram que correr para não estourar o tempo. Muito grande, a agremiação passou com 59 minutos, prejudicando um pouco a evolução que vinha desenvolvendo até então. A bateria comandada por mestre Riquinho deu um show à parte. Os ritmistas contagiaram a platéia, com presença especial do ator Leandro Hassul na diretoria. A escola fez uma bela homenagem a Aroldo Melodia, que faleceu em julho de 2008, durante o esquenta. A lembrança foi puxada pelo filho dele, Ito Melodia, atual intérprete. Desde 2001 no Grupo de Acesso, a Ilha também aparece como uma das candidatas a levantar o título e voltar ao Grupo Especial. A rainha de Bateria Bruna Bruno, membro da comunidade, carregou o ânimo dos ritmistas e componentes com alegria e competência. Para o carnavalesco Jack Vasconcelos, o objetivo do enredo foi mostrar o quanto as pessoas precisam viajar, nem que seja através de uma boa história. "Quis ressaltar a necessidade do estímulo à criatividade, o contato com o inconsciente coletivo, como diria a Rosa Magalhães (carnavalesca da Imperatriz Leopoldinense)", afirmou, acrescentando que a organização dos desfiles deste ano está impecável – não tivemos nenhum problema com a passagem dos carros ou a organização.
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