24/02/2009 02:03:00

Imperatriz exalta 50 anos de história com desfile correto

Raphael Azevedo


Rio - Terceira escola a desfilar na Sapucaí, a Imperatriz Leopoldinense fez um passeio pelos seus 50 anos de história relembrando grandes enredos e personalidades. Um dos pontos altos foi a comissão de frente que reproduziu uma locomotiva na Avenida. Os próprios integrantes do grupo faziam movimento das rodas com auxílio de adereços de mão. Apesar do bom samba-enredo, os componentes não mantiveram o mesmo gás até o fim do desfile.

Carlos Moraes / Ag. o Dia

















Idealizadas pela carnavalesca Rosa Magalhães, as alegorias formaram um conjunto irregular. As fantasias contaram de modo irreverente o tema, mas pecaram um pouco pela simplicidade. Problemas também foram registrados no quinto carro, que lembrava o título de 1989 "Liberdade Liberdade", que estava totalmente desproporcional. Um verdadeiro 'mico'. 

Veja a galeria de fotos do desfile da Imperatriz!

A bateria de mestre Marcone executou diversas paradinhas e garantiu a sustentação do ritmo com competência. O último carro da escola, que simbolizava o Cacique de Ramos emocionou ao trazer grandes sambistas como Beth Carvalho e os integrantes do Fundo de Quintal.

A veterana Luiza Brunet, trajando uma belíssima fantasia, arrancou aplausos. Acompanhada do filho e usando um colar em homenagem aos seus herdeiros, a majestade se mostrou bastante nervosa com os detalhes de sua fantasia e da maquiagem, mas fez questão de dizer que está matando a saudade da Avenida. "Eu quero é fazer as pessoas da escola e a arquibancada felizes, senti muita saudade e é bom voltar. Mas o nervosimo é o de sempre, é a mesma emoção", confessou.

Vestido de Índio para homenagear o Cacique de Ramos, o cantor Elymar Santos afirmou que desfilar pela Imperatriz neste ano tem um "sabor especial" pelo fato da escola estar completando 50 anos. O artista disse que sai na escola de forma ininterrupta há 25 anos.

"Desde que eu me entendo por gente, eu sou Imperatriz. A Imperatriz nasceu no quintal da minha casa, na subida do morro do Alemão (na zona norte do Rio). Eu não sou um sambista que chegou de pára-quedas", afirmou. O cantor Zeca Pagodinho lembrou do tempo em que se lançou como intérprete no Cacique de Ramos.

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'Braguinha' (Mangueira, 84)

'Kizomba' (Vila Isabel, 88)

'Liberdade, liberdade' (Imperatriz, 89)

'Ratos e Urubus'
(Beija-Flor, 89)

'Vira, Virou...a Mocidade chegou' (Mocidade, 90)

'Vou cair na gandaia', (Viradouro, 97)


 



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