Rio - Quinta escola a desfilar, a Mangueira pegou carona na obra de Darcy Ribeiro para contar a história da formação do povo brasileiro. A empreitada, no entanto, foi prejudicada pela baixa qualidade das alegorias e pela falta de clareza no desenvolvimento do enredo concebido pelo carnavalesco Roberto Szanieski. A crise no barracão causada pela falta de recursos refletiu de forma drástica nos carros. Em diversos momentos, foi possível notar a estrutura de ferro das alegorias totalmente descobertas. VEJA FOTOS DO DESFILE
Um dos pontos altos do desfile foi a apresentação do 1º casa de mestre-sala e porta-bandeira, Marquinho e Geovanna, que fez uma exibição arrebatadora. A bateria da Verde-e-Rosa, comandada por mestre Taranta, fez valer sua tradição e empolgou o público das arquibancadas. Após quase três meses hospitalizado, Taranta veio comandando a bateria em uma cadeira de rodas.
Ícones da história da Estação Primeira como Preto Rico, Hélio Turco, Delegado e Roberto Paulinho vieram no último carro, que trouxe toda a Velha Guarda. Em seu 2º ano, a rainha Gracyane Barbosa mostrou muito samba no pé. A grande estrela da exibição, no entanto, foi o componente da Mangueira. Cantando o belíssimo samba enredo a plenos pulmões, ele superou os problemas com garra e acabou salvando a apresentação da escola.
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