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Mocidade homenageia literatura brasileira em desfile com pontos altos e baixos
Rio - Quarta escola a desfilar, a Mocidade Independente de Padre Miguel fez uma homenagem aos escritores Machado de Assis e Guimarães Rosa num desfile com altos e baixos. Os problemas começaram antes do início do desfile quando o carnavalesco Cláudio Cebola sofreu um acidente enquanto tentava apagar um incêndio no carro abre-alas. Cebola teve ferimentos leves na cabeça e passa bem. Por causa do incidente, o abre-alas entrou com parte da iluminação apagada. A comissão de frente comandada por Fábio de Melo mostrou os imortais da Academia Brasileira de Letras tomando chá. O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, Rafael e Marcela, esbanjou técnica e entrosamento e arrancou aplausos dos jurados e do público. O enredo, no entanto, não teve uma leitura muito clara dando a impressão de que a homenagem da escola era só para Machado. A bateria de mestre Jonas, que trouxe a bela Tatiana Pagung, foi outro ponto positivo do desfile. Um dos carros da Mocidade, que representou a ABL contou com a presença dos escritores Antônio Olinto e Cícero Sandroni. O grupo Nós do Morro fez a teatralização da peça "Três por Quatro" junto com 30 bailarinas no segundo carro. A grande surpresa anunciada pela escola na terceira alegoria, um bruxo gigantesco que se transformava em Machado de Assis, decepcionou.
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