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Novidades no CD da folia Dança das cadeiras entre puxadores e bossas na gravação são marcas do disco do Carnaval 2009 Rio - Nem bem a maratona das finais de samba-enredo terminou, e o CD do Grupo Especial já está pronto. Após ser remasterizado no fim de semana, a gravação segue amanhã para São Paulo para ser reproduzida. Com 12 faixas, o álbum que chega às lojas dia 17 com 150 mil cópias e preço médio de R$ 22 foi confeccionado em 19 dias. As novidades são muitas. Além de reproduzir o intenso troca-troca de intérpretes — das 12 agremiações, seis mudaram o puxador —, o álbum traz as participações especiais de Alcione na faixa da Mangueira e do grupo Fundo de Quintal na introdução do samba da Imperatriz Leopoldinense. Jamelão, que morreu em junho, será lembrado na gravação da Verde-e-Rosa: após negociação com a família, a famosa saudação do cantor, ‘Minha Mangueira’, poderá ser ouvida no início da faixa. Neguinho da Beija-Flor diz que sua emoção se renovou ao conseguir gravar mesmo enfrentando a recuperação do tratamento de um câncer. A habitual homenagem ao patrono Aniz Abraão David, o Anísio, que está preso, continua: ‘Alô papai!’. E Neguinho fez também questão de agradecer o apoio recebido na luta contra a doença. Na faixa da Vila Isabel, o samba termina com violinos que reproduzem o clima do Teatro Municipal, cujo centenário é enredo. Outra novidade está na gravação do Salgueiro: Quinho decidiu renovar seu grito de guerra e agora, junto com o tradicional “Arrepia, Salgueiro”, o ouvinte perceberá um inusitado “Ei, psiu. Ei, psiu”. David do Pandeiro estréia na Viradouro, enquanto Nêgo volta ao Império Serrano e canta ao lado de Gonzaguinha. Quem também festeja o retorno é Paulinho Mocidade, que estava fora do Grupo Especial desde 2001 e assumiu o lugar de Preto Jóia na Imperatriz. “Temos um grande samba e vamos exaltar Ramos e a Leopoldina”, afirma. Wantuir, que estava na Unidos da Tijuca, estréia na Grande Rio. Bruno Ribas, ex-cantor da Mocidade, defende a escola do morro do Borel, e Wander Pires retorna à Verde-e-Branco de Padre Miguel. Para o produtor-executivo do álbum, Zaccarias de Oliveira, o CD terá boa receptividade: 'A safra está muito boa. Musicalmente está melhor que a do ano passado”. Ele explica que a adoção de três estúdios acelerou as gravações. 'Fica difícil competir com a pirataria. Tivemos custo de R$ 300 mil. Só de estúdio, foram 500 horas de aluguel. Gravamos o CD por amor. Precisaremos repensar a melhor maneira de fazer esse disco'.
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