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Ode à voz do samba Homenagem a Dominguinhos, liderada por Wantuir, reúne intérpretes de várias escolas e emociona no Tamborim de Ouro Sara Paixão Rio - A casa de shows Scala assistiu a uma ode ao Carnaval carioca na tarde de sábado. Intérprete da Unidos da Tijuca e vencedor da 11ª edição do Tamborim de Ouro na categoria ‘A Voz da Avenida’, Wantuir emocionou ao promover, no palco, a reunião de vários puxadores para cantar sambas antológicos. O encontro serviu também para homenagear o amigo e intérprete Dominguinhos do Estácio, que não desfilou neste Carnaval, depois de ter sido desligado da Viradouro em outubro do ano passado. “Ele fez muita falta na Avenida. Quase tudo o que aprendi na carreira foi com ele”, elogiou Wantuir, que foi segundo intérprete, ao lado de Dominguinhos, de 1987 a 1994, na Imperatriz, Grande Rio e Estácio. Em 30 anos como puxador de escola de samba, Dominguinhos só não tinha se apresentado em 1983. Ele assistiu aos desfiles de camarote, mas não gostou de ficar de fora. “Foi bem estranho, mas tinha que ver o circo pegar fogo. Senti muita falta de cantar, como as pessoas sentiram de mim. Estou esperando convites para voltar, mas não quero tomar o emprego de ninguém ou fazer o que fizeram comigo”, desabafa ele, que foi demitido após a eliminação de seu samba-enredo na seletiva da Viradouro. “É como no futebol, não colheu o resultado, eles substituem”, resumiu. Depois de promover o encontro de tantos ‘co-irmãos’, Wantuir estava mais feliz que pinto no lixo. “Depois da emoção de ganhar o Tamborim de Ouro, só me falta o pulo do gato: ser campeão na Avenida”, desabafou. Já os representantes de Madureira eram só felicidade na festa do Tamborim. Passista da Portela, Valci Pelé foi eleito no quesito ‘Samba no Pé Masculino’, e Raquel Valença — vice-presidente de carnaval do Império Serrano, campeã e vencedora do Tamborim de Ouro do Grupo de Acesso — eram a imagem da redenção das duas tradicionais escolas. “O verdadeiro imperiano não abandonou a escola. Vencemos seguindo o lema da Velha Guarda: dedicação e lealdade”, agradeceu Raquel. A alegria também veio representada na expressão de Josimar, Di Andrade, Valtencir, Carlos Kind e Jorge Arthur, compositores da Imperatriz Leopoldinense, que levaram o ‘Samba do Ano’, com a letra de ‘João e Marias’. E a passista Alessandra Santana, da Mocidade, fez jus ao prêmio de ‘Samba no Pé Feminino’ ao som da bateria da Grande Rio, dirigida pelo mestre Odilon. “Agradeço por esse prêmio aos apaixonados por samba”, emocionou-se, com a estueta do ‘Batuque do Povo’.
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