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Portela decola e fica em 3º lugar Azul-e-Branca conquista seu melhor resultado em 14 anos e por um décimo não fatura o vice Rio - Maior vencedora do Carnaval carioca, com 21 títulos, a Portela começa a subir em direção ao degrau mais alto novamente. Terceira colocada esse ano, a escola teve seu melhor resultado desde 1995, quando chegou em segundo lugar. A colocação chegou com muito nervosismo. Com o enredo "E por falar de amor, onde anda você?", a Portela fez 397,9 pontos, apenas um décimo atrás da Beija-Flor. A pequena diferença se tornou enorme, já que no quesito Mestre-sala e Porta-bandeira, que era critério de desempate, a azul-e-branco de Madureira perdeu dois décimos após três notas 10. "O empate nos daria o segundo lugar. Fomos injustiçados, ou então o casal cometeu um erro grave, que eu não consegui perceber", disse o presidente Nilo Figueiredo, para quem o bom resultado já era esperado. "Ficaram me elogiando depois do desfile e dizendo que a escola tinha vindo bem. Para mim não foi nenhuma novidade, porque nos planejamos para isso", completou. Contudo, todos os sintomas provaram que o terceiro lugar pegou a comunidade de surpresa. Nada de festa programada para a quadra, pouca gente (pouco mais de mil pessoas), apesar de muita chuva, e declarações de quem estava aliviado com o belo trabalho, como é o caso do carnavalesco Jorge Caribé. Estreante no Grupo Especial, o parceiro de Lane Santana na idealização do enredo ficou muito emocionado e chorou bastante ao receber o resultado do Carnaval". "A Portela esteve unida e acreditamos no amor. Apesar de ter muita gente dizendo que a gente ia descer. A gente trabalhou junto o tempo todo e valeu a pena. Me sinto campeão", contou Caribé. O carnavalesco de 37 anos veio da Inocentes de Belford Roxo, campeã do Grupo de Acesso B do ano passado. E por isso não se abalou tanto com a falta de verbas e patrocínios, condição com a qual já estava acostumado. A primeira dama da escola, Valdirene Figueiredo, disse que a falta de patrocínio influenciou a todos da mesma forma, mas que isso não é determinante. "Dinheiro não é tudo, Carnaval é equipe. O carnavalesco é o que idealiza, mas quem faz o carnaval mesmo são os nossos "braços". Nenhuma escola entra na Avenida sem acreditar que vai ganhar. Senão não teria Carnaval", explica. "Ano que vem estaremos melhor, basta termos um pouco mais de recursos", emendou o presidente Nilo, que não garantiu a presença da dupla de carnavalescos. "A gente nao está satisfeito e vamos brigar para trazer a taça para Madureira. Falta pouco para o primeiro lugar", disse a primeira-dama. A rainha Luma de Olveira, que voltou reinando à frente da bateria da Escola, não compareceu à festa na quadra em Madureira.
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