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Portela peca na evolução; Imperatriz emociona ao resgatar antigos carnavais Rio - Depois da Renascer, Portela e Imperatriz passaram pela Sapucaí completando a noite deste sábado. Embalada pelo quarto lugar obtido em 2008, a Portela levou um grande número de contingentes e ainda a Águia do abre-ala do último carnaval para fazer bonito. No entanto, ficou devendo. Nem mesmo o samba-enredo, apontado como um dos melhores da safra, correspondeu às expectativas. Erros também foram registrados na evolução da escola e na apresentação do casal de mestre-sala e porta-bandeira. A bateria de Mestre Nilo Sérgio, por sua vez, foi o grande destaque. Na Imperatriz, a história foi outra. A escola demonstrou garra e fez um ensaio emocionante ao reproduzir parte do clima dos famosos carnavais do Cacique de Ramos.
A comissão de frente da Portela não aproveitou o ensaio como deveria. Burocrática, decidiu apenas ficar batendo palmas, sem fazer nenhum passo da coreografia. Logo atrás, o casal de mestre-sala e porta-bandeira, Fabrízio e Danielle Nascimento, fez uma apresentação irregular. Talvez prejudicada pelo nervosismo da estréia, a dupla errou já diante da primeira cabine. Quem estava na pista, viu tanto Danielle, quanto sua mãe, a lendário Wilma Nascimento, preocupadas principalmente com o tempo da exibição para os jurados.
Os componentes não conseguiam ouvir direito o que vinha do carro de som e cantavam timidamente com medo de atravessar. A imponente Águia empacou diante do setor 5 e acabou abrindo um buraco na pista.
Para o próximo ensaio, espera-se uma escola mais tranqüila e mais solta, permitindo que o componente em algum momento possa "brincar". A bateria de Mestre Nilo Sérgio foi o grande destaque da azul-e-branco. Precisos e sem falhas, os ritmistas garantiram a manutenção do ritmo. A rainha de bateria Luma de Oliveira será apresentada no primeiro final de semana de janeiro. No carro de som, Gilsinho também foi competente na defesa do samba. A azul-e-branca será a quarta escola a desfilar na segunda-feira de carnaval com o enredo "E por falar em amor, onde anda você", dos carnavalescos, Jorge Caribé e Lane Santana. Imperatriz revive dias de glória e faz ensaio histórico
Com isso, a Imperatriz mostrou como é importante e vale a pena caprichar na escolha dos sambas para aquecer a bateria antes do início de uma apresentação, hábito que tem sido esquecido e abandonado pela maioria das agremiações. Bastante reprovado pela crítica carnavalesca, o samba-enredo da verde-e-branco surpreendeu. E muito. Ajudou a escola a cantar como nunca e proporcionou um dia histórico para os componentes, pois os mesmos nunca tinham conseguido se apresentar tão bem e tão à vontade durante um ensaio técnico na Sapucaí. No ano em que a escola decidiu cantar seus 50 anos de história e a riqueza dos carnavais da Leopoldina, o fato deve ser comemorado.
A bateria de Mestre Marcone foi outro grande destaque. E que destaque. Cada vez mais "dono da situação", Marcone agiu como um maestro - até no jeito de mexer a baqueta - e deu um show na Avenida. Aliou técnica, entrosamento e ousadia para executar paradinhas. No carro de som, Paulinho Mocidade retornou em grande estilo à escola que ajudou a ser tri em 2000 e 2001. O veterano intérprete deu o "molho" que estava faltando à Imperatriz e ainda teve a ilustre companhia de Jorge Tropical, ex-cantor da Vila Isabel, que passou a integrar o time de puxadores da verde-e-branco.
A ex-porta-bandeira Maria Helena se esbaldou durante o ensaio e foi bastante aplaudida por todos no Sambódromo. Com o enredo "Imperatriz...só quer mostrar que faz samba também", a escola de Rosa Magalhães venceu a primeira batalha. Que venham as outras.
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