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Porto da Pedra leva criatividade e bom-humor para a passarela Rio - Segunda escola a desfilar na noite deste domingo, a Porto da Pedra entrou na Avenida com chuva, por volta das 22h45, e foi saudada com empolgação pelo público do setor 1. Com criatividade e bom-humor, a escola contou a história da imigração japonesa no Brasil, que completa 100 anos em 2008. Um pouco antes de entrar, o veículo que levou os quinze componentes da comissão de frente quebrou e quase não entrou na Marquês de Sapucaí. O tripé, que significa um templo budista, teve a roda travada e, de acordo com alguns componentes, uma parte também teria se soltado. A diretoria da escola não quis comentar o caso. No Abre-Alas, o destaque foi para os figurinos e para o Tigre, símbolo da escola, que mais uma vez empolgou pela grandiosidade. A maquiagem usada pela ala das baianas também impressionou pela reprodução histórica. O segundo carro, que representava o Kasato Maru, todo feito de bambu, foi outro ponto positivo. Ângela Bismark, madrinha de bateria da Porto da Pedra, chegou na concentração com uma máscara para fazer suspense sobre seus olhos. A modelo fez uma cirurgia para puxar os cantos dos olhos e assim, parecer com uma gueixa. "Chorei de emoção quando vi", disse. "Eu estou super emocionada. A cirurgia está linda, meu olho ficou super puxadinho, feito uma gueixa. Era o que eu esperava", disse a rainha. Bismarck disse ainda que pretende fazer uma outra operação para voltar ao normal. "Eu sou muito medrosa. Tenho medo de mexer nas minhas feições e mudar o meu rosto". A cirurgia consiste na implantação de um fio na região dos olhos para repuxar a pele. O diretor de bateria Mestre Louro, que completa 35 anos de profissão neste ano, passou mal durante o desfile da escola e chegou a ser levado às pressas para o posto médico. Depois de atendido, ele voltou para o desfile, quando a bateria já estava no segundo recuo da bateria. O carnavalesco Mario Borrielo não resistiu e decidiu participar também do desfile como destaque. O artista veio no sexto carro alegórico, dos mangás, como são conhecidas as histórias em quadrinhos e personagens de desenhos animados do Japão. Se por um lado, a vermelho-e-branco apresentou alegorias criativas, por outro também fez uso de fórmulas 'batidas' como as coreografias em carros, bem no 'estilo Paulo Barros'. Uma jovem identificada como Samanta Cristina Oliveira da Silva, 18 anos, foi prensada por um carro alegórico da escola. Ela seria integrante da equipe de apoio da agremiação. Depois de ficar desacordada, ela foi socorrida pela equipe do posto médico do sambódromo e encaminhada para o Hospital Souza Aguiar, com escoriações na barriga. Em um outro acidente, Maria Lúcia da Silva Andrade, 63 anos, caiu da arquibancada do setor 1 do sambódromo. Ela foi socorrida pela equipe médica que atua na Marquês de Sapucaí e encaminhada para um hospital próximo.
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