26/02/2009 01:17:00

Relembre o desfile com o qual o Salgueiro conquistou o 9º título de sua história

Rio - O som dos tambores da Academia levados para a Avenida foram ouvidos. E fizeram, desde a tarde de ontem, o coração dos salgueirenses pulsar forte de emoção com a conquista do 9º título. Nascido da observação do símbolo da escola — redondo e com instrumentos de percussão — pelo carnavalesco Renato Lage, ‘Tambor’ soava forte desde a sua concepção. “É o menor título de enredo, mas tem sonoridade e força”, justificou o carnavalesco dias antes do desfile, apostando que o tema ecoaria pelo ar e despertaria ‘toda a energia’, como pedia o samba-enredo.

Envolvida no batuque e na magia do instrumento, a Academia chegou à Marquês de Sapucaí contagiada. Dos ritmistas ‘ogãs’ da Furiosa, comandada por mestre Marcão — homem criado na fé dos tambores e morador do Morro do Salgueiro até hoje —, aos Zé Pereiras espalhados em ala, todos pareciam dominados pela magia do tambor, inclusive a rainha Viviane Araújo, a batucar o couro de um tamborim. Salgueirenses prontos a reverenciar a ‘alma’ do Carnaval.

“Não haveria bateria sem tambor”, disse Renato, ao justificar a homenagem, mais do que justa, à bateria, simbolizada na oitava alegoria, com gigantes de aço, de 3,5 metros de altura, com corações a pulsar e instrumentos na mão, sendo regidos por Mestre Louro — incorporado pelo destaque Paulo Jorge Emílio da Silva —, o maestro que comandou os ritmistas por 31 anos e deu personalidade inconfundível à Furiosa. A reverenciá-lo estavam colegas de inúmeras bandeiras. ‘Salve o mestre do Salgueiro’!

Até chegar aos dias de hoje, o tambor salgueirense fez viagem histórica através de alegorias e fantasias perfeitas — sempre pontuadas com o vermelho e o branco. Sua ancestralidade surgia já na comissão de frente, com um ritual primata a cortejar um deus futurista que apresentou o símbolo do Salgueiro em pele e em modernos legs. No abre-alas vazado e iluminado, o toque de modernidade de Renato Lage, com tambores gigantes e performances de bungee jump.

Dali em diante, viu-se o tambor surgindo do couro esticado dos bichos, com efeitos sonoros, a alcançar até a cinturas de composições que vinham no chão, ao lado do carro. E na representação folclórica, com a presença do tambor no boi bumbá e nos festejos nordestinos; nos rituais religiosos; no taiko japonês em forma de tripé, e até no trio-elétrico construído a partir de 1.200 latas, com Carlinhos Brown a imprimir seu batuque lá no alto. Até Ronaldinho e Gleice Simpatia foram de tambor: ela, com o pandeiro a enfeitar a cintura. Ele a tocar tamborim. O Salgueiro, sem dúvida, esquentou o couro da paixão e fez o som de seu ‘Tambor’ ecoar.

Inclua esta matéria no Del.icio.us Inclua esta matéria no Google Inclua esta matéria no Digg Inclua esta matéria no StumbleUpon



Mais notícias...

 MATÉRIAS RELACIONADAS
Salgueiro confirma Viviane Araújo como rainha em 2010 (05/03/2009 00:58:00)

Salgueiro festeja o título de campeão durante o 'Pagodão da Alegria' (03/03/2009 09:50:00)

Presidente do Salgueiro assume a direção de Carnaval (03/03/2009 09:39:00)

Salgueiro dispensa diretor de Carnaval (01/03/2009 06:45:00)

O tambor nosso de cada dia (01/03/2009 00:01:00)


Escolas de Samba
Enquete

Na sua opinião, qual desfile pode ser considerado o
mais importante da
história do Sambódromo?


'Braguinha' (Mangueira, 84)

'Kizomba' (Vila Isabel, 88)

'Liberdade, liberdade' (Imperatriz, 89)

'Ratos e Urubus'
(Beija-Flor, 89)

'Vira, Virou...a Mocidade chegou' (Mocidade, 90)

'Vou cair na gandaia', (Viradouro, 97)


 



Grupos Especial CamarotesGrupo AGrupo B Galerias Foto do Leitor Fale Conosco Notícias, bastidores, fotos e tudo mais relacionado ao maior espetáculo da Terra.
O Dia na Folia: Carnaval o ano inteiro, do Grupo Especial ao Grupo de Acesso E, passando por todos blocos e bandas da cidade. O Dia na Folia é um produto do Dia Online

Todos os direitos reservados