Rio - Penúltima escola a passar pela Marquês de Sapucaí, a Rocinha apresentou o melhor conjunto de alegorias e fantasias do Grupo de Acesso. Os carros retrataram com requinte e fidelidade o enredo “Rocinha é Minha Vida... Nordeste é Minha História!”, mas o luxo da escola não contagiou os componentes na Avenida, que pareciam estar desanimados com a chuva.
De cartola mágica e varinha de condão, Adriane Galisteu homenageou o presidente da escola Maurício Mattos e sua mulher, Tânia que, por problemas de saúde, não pode comparecer à Sapucaí este ano. Nas mãos, a loura trazia um livro com fotos dos dois em carnavais passados.
Com apenas 53 baianas, a escola deverá perder décimos preciosos por não atingir o número mínimo componentes da ala, que é de 60. As que desfilaram sofreram com o peso da fantasia e mal conseguiram andar na Avenida. A diretoria da escola chegou a negar o fato, mas a Associação das Escolas de Samba confirmou que apenas 53 senhoras desfilaram pela escola. Com isso, a escola deverá perder décimos importantes. Em 2007, a Rocinha cometeu o mesmo erro e desfilou com baianas a menos. Na ocasião, a direção acusou uma costureira de sabotagem. Qual será a razão do erro desta vez?
O terceiro carro sofreu um princípio de incêndio ainda na concentração e foi monitorado por bombeiros durante todo o desfile. A comissão de frente exibiu belos figurinos e encantou o público com confetes e serpentinas que saíam de lanças. Quem reinou à frente da bateria foi a bela Fábia Borges.
Uma das maiores promessas deste desfile, o carnavalesco Fábio Ricardo, mostrou que tem talento e só pecou na concepção de um dos carros alegóricos, porque procurou imitar o estilo Paulo Barros e trouxe pessoas fazendo coreografias.