9/7/2008 18:39:00

Rosa Magalhães e Carlinhos de Jesus brilham em espetáculo teatral

Dupla assina cenários e coreografia, respectivamente, no musical 'Eu Sou o Samba' que estréia no dia 10 de julho no Teatro Carlos Gomes e celebra o samba, contando sua história através de composições, exibindo exposição sobre sambistas pintores e o curta

Rio - Com estréia marcada para o dia 10 de julho, o musical "Eu Sou o Samba" promete contagiar o público que for prestigiar o espetáculo no Teatro Carlos Gomes, no Centro. A peça, que tem como proposta celebrar a grande conquista do samba como patrimônio histórico cultural brasileiro e comemorar os cem anos de nascimento do Mestre Cartola, vai junto a estréia, homenagear os últimos sambistas pintores vivos trazendo, para o hall do Teatro, parte da mostra “Pintores Sambistas”, em cartaz no Centro Cultural Cartola, na Mangueira e exibir o curta premiado A Rosa da diretora Gordeeff.

Foto: Ag. News

 

 

 

 

 

 

 

 

O espetáculo, de Fátima Valença e direção de Fábio Pilar conta a história do ritmo, desde a origem africana à afirmação na cultura carioca. Claudia Vigonne, coordenadora de projetos, escolheu uma equipe de renome para comandar os bastidores. Profissionais como: a carnavalesca, figurinista e cenógrafa Rosa  Magalhães, o jornalista João Máximo, o maestro Helvius Vilela, a Arquiteta e cenógrafa Doris Rollemberg e o coreógrafo Carlinhos de Jesus dão vida a produção. Incorporam-se também a esse grande projeto: 16 atores, uma orquestra no fosso do teatro com 7 músicos , 24 cenários, 186 figurinos  e 72 perucas .

Com a proposta de oferecer uma excursão histórico musical pelos cenários cariocas por onde se ouvia, cantava e dançava o samba, o espetáculo pretende dar vida e voz a personagens anônimos que conheceram e freqüentavam esse reduto cultural, no período entre os anos 20 até o início dos anos 70, além de homenagear grandes personalidades do universo sambista, como: Carmem Miranda, Ary Barroso, Cartola, Jamelão, Nelson Sargento entre  outros.

Foto Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

“Foi-me encomendado um musical sobre samba. Tremi nas bases. “Essa bola tem muitos donos”, aleguei, “e cada um mais bamba que outro”. Mas quis o destino que, depois de Custódio Mesquita, Pixinguinha, Dolores Duran, Orlando Silva, Elis Regina, Rádio Nacional, coubesse a mim essa delicada missão. Não havia como recusar o desafio. Fato consumado, pedi licença aos mestres, coragem aos deuses e lancei mãos à obra.” Diz a autora Fátima Valença

Dentro desse contexto histórico, podem ser facilmente reconhecidos os terreiros, as tias, os sambistas, quitutes, crenças e devotos da pequena África na Praça Onze. Locais como as casas de má fama, os cabarés da Lapa, dancings e cafés do centro também serão representados, assim como as mariposas da noite, os cafetões, malandros e leões de chácara.

"Não gostaríamos de apresentar a história do samba, apenas enumerando seus criadores, suas obras primas ou relatando as biografias de intérpretes e compositores. Queremos apresentar as pequenas grandes histórias dos personagens anônimos que fizeram do samba suas maiores inspirações.” explica a produtora e atriz responsável pelo espetáculo Cláudia Vigonne.

Foto Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

Rosa Magalhães, responsável pelo cenário e figurino, fez extensa pesquisa sobre o cenário do samba carioca do período dos anos 20 até início dos 70, mergulhando no universo das personagens. Para a primeira cena, a Figurinista preparou 16 roupas da década de 20/30, que retratam a fidalguia e os freqüentadores do clube de maxixe. Os anônimos que circulavam por esse reduto cultural, na época de 30, como: as mulatas, os sambistas e os malandros do morro da conceição vão ser retratados de forma simples, mas com sensualidade.

A Mangueira, também, vai ser representada. Suas cores vão vestir 9 personagens: 6 pastoras e 3 compositores. Rosa está recriando 6 figurinos para caracterizar um rendez vouz da Lapa, onde vai abusar das cores fortes. 16 roupas vão mostrar o luxo das fantasias dos bailes de carnaval da alta sociedade e outras 20, o luxo dos cassinos e shows dos anos 40.

A Carnavalesca está usando os mais diversos materiais para criar seus figurinos, desde chita até os brilhosos brocados. O resultado, vai poder ser visto em 186 peças, verdadeiras obras de arte que vão vestir os 12 atores e 8 músicos que participam do espetáculo.

O jornalista João Máximo, que assina o roteiro musical, fez uma seleção de peso com 63 composições que vão dos anos 20 até os anos 70 . O repertório conta com as canções: "Meu Mundo Caiu", "Boneca de Piche","Fim de caso"," Não Deixe o samba Morrer","O Barracão"," Folhas Secas", " A Voz do Morro"," Alvorada", "Praça Onze","E por falar em saudade"," As Rosas Não Falam"," Se Todos fossem iguais a você" , entre outras.

A direção musical é do maestro  que teve indicação ao prêmio Shell, Helvius Vilella, que optou por utilizar dentro do fosso do teatro uma orquestra com sete músicos. 

Confira as canções do musical:
 
1. A VOZ DO MORRO
2. JURA
3. GOSTO QUE ME ENROSCO
4. DORINHA MEU AMOR
5. PELO TELEFONE
6. NEM É BOM FALAR
7. O QUE SERÁ DE MIM
8. NÃO QUERO SABER MAIS DELA
9. SE VOCÊ JURAR
10. EXALTAÇÃO À MANGUEIRA
11. CORRA E OLHA O CÉU
12. ALVORADA
13. FOLHAS SECAS
14. FITA AMARELA
15. CAMISA AMARELA
16. FEITIO DE ORAÇÃO
17. MULATO BAMBA
18. ÚLTIMO DESEJO
19. SEM COMPROMISSO
20. ABREA JANELA
21. A FONTE SECOU
22. ATÉ AMANHÃ
23. AGORA É CINZA
24. AOS PÉS DA CRUZ
25. ATIRE A PRIMEIRA PEDRA
26. BRASIL PANDEIRO
27. BARRACÃO
28. BONECA DE PICHE
29. PRAÇA ONZE
30. SÁBADO EM COPACABANA
31. BAR DA NOITE
32. CANÇÃO DA VOLTA
33. FIM DE CASO
34. OUÇA
35. MEU MUNDO CAIU
36. ILUSÃO A TOA
37. E POR FALAR EM SAUDADE
38. SE TODOS FOSSEM IGUAIS A VOCÊ
39. SE ACASO VOCÊ CHEGASSE
40. SÓ DANÇO O SAMBA
41. ARGUMENTO
42. POUT PORRI COM:
43. O MORRO NÃO TEM VEZ
44. FEIO NÃO É BONITO
45. SAMBA DO CARIOCA
46. ESTE MUNDO É MEU
47. A FELICIDADE
48. SAMBA DE NEGRO
49. VOU ANDAR POR AÍ
50. O SOL NASCERÁ
51. DIZ QUE FUI OR AÍ
52. ACENDER AS VELAS
53. AVOZ DO  MORRO
54. AS MARIPOSAS
55. TREM DAS 11
56. TIVE SIM
57. AS ROSAS NÃO FALAM
58. DEIXE ME IR
59. ANTONICO
60. FLOR E ESPINHO
61. O MUNDO É UM MOINHO
62. ONDE A DOR NÃO TEM RAZÃO
63. NÃO DEIXE O SAMBA MORRER


Serviço:
Teatro Carlos Gomes. Endereço: Praça Tiradentes, 19 -  Centro. Horário: quin, sex e sábado às 19h30  e Domingo, às 18h. Duração: 2h. Informações: 2232-8701. Classificação etária: 12 anos. Ingressos: Quinta e Sexta-feira , da fila A até M : R$ R$60. Quinta e Sexta-feira - lugares ao fundo do balcão - R$40. Sábado e Domingo , da fila A até M - R$70. Sábado e Domingo - lugares ao fundo do balcão - R$50. Capacidade: 670 lugares. Classificação etária: 12 anos. Telefones para Grupos: 2544-9355.

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