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Rosa Magalhães e Carlinhos de Jesus brilham em espetáculo teatral Dupla assina cenários e coreografia, respectivamente, no musical 'Eu Sou o Samba' que estréia no dia 10 de julho no Teatro Carlos Gomes e celebra o samba, contando sua história através de composições, exibindo exposição sobre sambistas pintores e o curta Rio - Com estréia marcada para o dia 10 de julho, o musical "Eu Sou o Samba" promete contagiar o público que for prestigiar o espetáculo no Teatro Carlos Gomes, no Centro. A peça, que tem como proposta celebrar a grande conquista do samba como patrimônio histórico cultural brasileiro e comemorar os cem anos de nascimento do Mestre Cartola, vai junto a estréia, homenagear os últimos sambistas pintores vivos trazendo, para o hall do Teatro, parte da mostra “Pintores Sambistas”, em cartaz no Centro Cultural Cartola, na Mangueira e exibir o curta premiado A Rosa da diretora Gordeeff.
O espetáculo, de Fátima Valença e direção de Fábio Pilar conta a história do ritmo, desde a origem africana à afirmação na cultura carioca. Claudia Vigonne, coordenadora de projetos, escolheu uma equipe de renome para comandar os bastidores. Profissionais como: a carnavalesca, figurinista e cenógrafa Rosa Magalhães, o jornalista João Máximo, o maestro Helvius Vilela, a Arquiteta e cenógrafa Doris Rollemberg e o coreógrafo Carlinhos de Jesus dão vida a produção. Incorporam-se também a esse grande projeto: 16 atores, uma orquestra no fosso do teatro com 7 músicos , 24 cenários, 186 figurinos e 72 perucas . Com a proposta de oferecer uma excursão histórico musical pelos cenários cariocas por onde se ouvia, cantava e dançava o samba, o espetáculo pretende dar vida e voz a personagens anônimos que conheceram e freqüentavam esse reduto cultural, no período entre os anos 20 até o início dos anos 70, além de homenagear grandes personalidades do universo sambista, como: Carmem Miranda, Ary Barroso, Cartola, Jamelão, Nelson Sargento entre outros.
“Foi-me encomendado um musical sobre samba. Tremi nas bases. “Essa bola tem muitos donos”, aleguei, “e cada um mais bamba que outro”. Mas quis o destino que, depois de Custódio Mesquita, Pixinguinha, Dolores Duran, Orlando Silva, Elis Regina, Rádio Nacional, coubesse a mim essa delicada missão. Não havia como recusar o desafio. Fato consumado, pedi licença aos mestres, coragem aos deuses e lancei mãos à obra.” Diz a autora Fátima Valença Dentro desse contexto histórico, podem ser facilmente reconhecidos os terreiros, as tias, os sambistas, quitutes, crenças e devotos da pequena África na Praça Onze. Locais como as casas de má fama, os cabarés da Lapa, dancings e cafés do centro também serão representados, assim como as mariposas da noite, os cafetões, malandros e leões de chácara. "Não gostaríamos de apresentar a história do samba, apenas enumerando seus criadores, suas obras primas ou relatando as biografias de intérpretes e compositores. Queremos apresentar as pequenas grandes histórias dos personagens anônimos que fizeram do samba suas maiores inspirações.” explica a produtora e atriz responsável pelo espetáculo Cláudia Vigonne.
Rosa Magalhães, responsável pelo cenário e figurino, fez extensa pesquisa sobre o cenário do samba carioca do período dos anos 20 até início dos 70, mergulhando no universo das personagens. Para a primeira cena, a Figurinista preparou 16 roupas da década de 20/30, que retratam a fidalguia e os freqüentadores do clube de maxixe. Os anônimos que circulavam por esse reduto cultural, na época de 30, como: as mulatas, os sambistas e os malandros do morro da conceição vão ser retratados de forma simples, mas com sensualidade. A Mangueira, também, vai ser representada. Suas cores vão vestir 9 personagens: 6 pastoras e 3 compositores. Rosa está recriando 6 figurinos para caracterizar um rendez vouz da Lapa, onde vai abusar das cores fortes. 16 roupas vão mostrar o luxo das fantasias dos bailes de carnaval da alta sociedade e outras 20, o luxo dos cassinos e shows dos anos 40. A Carnavalesca está usando os mais diversos materiais para criar seus figurinos, desde chita até os brilhosos brocados. O resultado, vai poder ser visto em 186 peças, verdadeiras obras de arte que vão vestir os 12 atores e 8 músicos que participam do espetáculo. O jornalista João Máximo, que assina o roteiro musical, fez uma seleção de peso com 63 composições que vão dos anos 20 até os anos 70 . O repertório conta com as canções: "Meu Mundo Caiu", "Boneca de Piche","Fim de caso"," Não Deixe o samba Morrer","O Barracão"," Folhas Secas", " A Voz do Morro"," Alvorada", "Praça Onze","E por falar em saudade"," As Rosas Não Falam"," Se Todos fossem iguais a você" , entre outras. A direção musical é do maestro que teve indicação ao prêmio Shell, Helvius Vilella, que optou por utilizar dentro do fosso do teatro uma orquestra com sete músicos. Confira as canções do musical:
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