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São Clemente apresenta belo enredo, mas esbarra na frieza do público Rio - Com 41 minutos de atraso em razão de problemas de organização na concentração, a São Clemente entrou na Avenida e logo esbarrou na dificuldade de ser a primeira escola a se apresentar para um público ainda frio. Mesmo assim, a amarela e preta apresentou um belo enredo, com destaque para a atuação da bateria e do intérprete Leonardo Bessa. O desfile pecou por não ter interação com as arquibancadas. A maioria das alas passou sem cantar o samba, no enredo que falava sobre a história de Benjamim de Oliveira, o primeiro palhaço negro do Brasil e pioneiro da arte circense. As cinco alegorias, porém, estavam bem acabadas, méritos do carnavalesco Mauro Quintaes. Com fantasias bonitas e luxuosas, a escola não aproveitou essa beleza ao tentar traduzí-la em evolução. O quesito esteve especialmente prejudicado junto ao primeiro casal de mestre sala e porta-bandeira, Marcelino e Simone. Durante as três primeiras apresentações para os jurados, o casal se apresentou de maneira desentrosada. Para piorar a situação, a ala da frente seguia em frente no momento em que a dupla parava para a apresentação. Acostumada a fazer bons desfiles - mesmo rebaixada no ano passado - a escola foi apenas regular, e não conseguiu cativar o público.
O coreógrafo Caio Nunes acredita que a agremiação se saiu bem apesar de ser a primeira escola a desfilar. "Ser a primeira é sempre um desafio. A Sapucaí ainda não está ‘quente’ porque as pessoas não chegaram, mas fizemos um belo desfile", ressaltou. O intérprete da escola, Leonardo Bessa, concorda: "É mesmo um grande desafio, mas fizemos um ótimo trabalho e o público correspondeu" contou.
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