7/2/2008 01:07:00

Tapa-sexo de modelo vira motivo de discussão na queda da São Clemente

Rio - A ‘fantasia’ da modelo Viviane Castro na Avenida contribuiu para o retorno da São Clemente às escolas do Grupo de Acesso. A agremiação, que tinha voltado este ano ao Grupo Especial, perdeu meio ponto como punição por ela ter desfilado fantasiada de índia com um minúsculo tapa-sexo de 3,5 centímetros. No entanto, mesmo sem o desconto, a São Clemente não alcançaria a Porto da Pedra, penúltima colocada.

Para o presidente da Liesa, Jorge Castanheira, foi justa a penalidade. Segundo ele, integrantes da Comissão de Regulamento flagraram a modelo desfilando nua. “Cumprimos apenas o regulamento. Temos fotos feitas pela comissão, os jornais também mostraram. Se havia adesivo, era transparente”, afirmou, avaliando que a nudez desvaloriza o espetáculo. “Nós temos vários menores que assistem ao desfile. É lógico que ninguém é advertido na hora, mas a escola perde ponto.”

O rebaixamento frustrou os componentes da São Clemente, que abriu os desfiles na Sapucaí falando sobre os 200 anos da chegada da Família Real ao Brasil. Vice-presidente de Harmonia, Marco Antônio Santos reconheceu que faltou aos diretores de ala impedir a passista de desfilar. “Foi um acidente de percurso. Desconhecia o artigo que previa a perda dos pontos”, argumentou.

O presidente da Liga disse que a regra é de conhecimento geral: “Toda escola sabe que, se algum componente desfilar nu, a escola perde ponto”. Castanheira lembrou que a Grande Rio também perdeu um décimo. “O oitavo carro descolou, então a escola foi punida, como manda o regulamento.”

O carnavalesco Mauro Quintaes lamentou a punição. “Algum diretor da escola tinha que ter tirado a Viviane e não deixar a vaidade prevalecer, comprometendo o trabalho de um ano inteiro”, criticou. A Porto da Pedra esperava estar entre as seis primeiras colocadas, mas teve que se contentar com o 11º lugar. “Foi um dos carnavais mais equilibrados dos últimos anos”, afirmou o presidente Uberlan de Oliveira.

Modelo: ‘Problema foi a maquiagem usada’

O produtor do menor tapa-sexo usado no Carnaval, Kiko Alves, disse que não ficou chateado com a punição. “O tapa-sexo não caiu e a escola cairia mesmo que esses pontos não fossem tirados.” Viviane lamentou a punição. “Estou muito triste. Não queria ter sido responsável por isso. O problema não foi o tamanho do tapa-sexo, mas a maquiagem usada, na cor da pele”, avaliou a goiana de 25 anos, que ganhou fama e contrato para posar nua.
 
“O público tentava saber se eu estava nua. Tive dificuldade para tirá-lo. Fiquei 30 minutos na banheira com água quente”, contou. Segundo ela, o uso de um tapa-sexo tão pequeno foi para que ela parecesse uma índia.

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