![]() |
|
|
Viradouro: Compositores, passistas e Velha Guarda declaram apoio a Marco Lira Integrantes da escola vêem com restrição candidatura de Luma de Oliveira na eleição do dia 25
Rio - Se depender dos segmentos da Viradouro, Luma de Oliveira terá dificuldades para derrotar o atual presidente Marco Lira na eleição do dia 25. Para Almir Dias da Costa, 70 anos, presidente da Velha Guarda e há 60 anos da escola, Luma tem o prestígio de rainha, mas não para ser dirigente. "Até agora nem estou acreditando que ela se candidatou. Não se pode chegar assim e querer vencer uma eleição. Não podemos cair em areia movediça. O Marco Lira tem feito um grande trabalho e merece continuar. A Luma até tem prestígio, mas não podemos entregar a escola na mão dela", disse. Nesta quinta-feira, após uma coletiva, a ex-rainha de bateria da escola confirmou que vai disputar o pleito e garante que tem apoio de pessoas da vermelho-e-branco. Segundo Almir, a maioria dos integrantes da Velha Guarda está apoiando Lira. "Não tenho dúvidas de que ele vai ganhar. Acho que a Luma não tem chance", completou. A opinião é compartilhada pela presidente da ala das passistas, Lívia Gomes, de 31 anos. Há duas décadas na escola, ela é taxativa: "Não mexeria de jeito nenhum no presidente. Se ele sair, eu saio junto". De acordo com Lívia, a ala ganhou mais prestígio e importância na atual gestão. "Depois que o Lira assumiu, tudo mudou e passamos a ser respeitados. Ele é prestativo e atende sempre a comunidade. Acho que é perda de tempo a Luma se candidatar".
Na ala dos compositores, os elogios não são tão intensos, mas Marco Lira também tem grande apoio. Para o presidente do grupo, Paulo César Portugal, de 54 anos, uma possível mudança poderia atrasar o planejamento da escola. "A Viradouro é uma democracia e todo mundo pode se candidatar. Não tenho nada contra a atual administração e sei que comandar uma escola é difícil. Se o Lira saísse, teria que trocar muita coisa", comentou. Nem mesmo a reedição do enredo "Bahia de todos dos deuses", apresentado pelo Salgueiro em 1969, e anunciada pela direção da escola em março, pode tirar votos de Lira. Com a reedição, não haveria disputa de samba-enredo, o que sempre desagrada aos compositores. De acordo com Paulo César Potugal, Marco Lira teria desistido da idéia de utilizar o samba famoso e agora pretende somente resgatar o enredo, abrindo assim, concurso para uma nova obra. "Há quinze dias, o presidente me garantiu que haverá concurso de samba. O "Bahia de todos dos deuses está ultrapassado. Fala que na Bahia jorra o petróleo, quando o petróleo jorra de verdade em Macaé". A escola não confirma, mas o enredo teria patrocínio do Governo Estadual da Bahia e da Petrobras. Procurado pelo Dia na Folia, o carnavalesco Paulo Barros não foi encontrado para falar sobre a eleição. O artista encontra-se em viagem à Porto de Galinhas, no litoral de Pernambuco, com o diretor de carnaval, Júnior School, e com o diretor de harmonia, Amauri de Oliveira. Nêgo: "Não posso me misturar com política" Há menos de um ano da escola, o intérprete Nêgo, que não estaria nos planos de Luma, prefere não entrar na disputa eleitoral. "Sou novo na escola. Não peguei o tempo da Luma com rainha de bateria e prefiro não comentar a política da Viradouro. Pato novo não mergulha fundo. Só peço que continuem respeitando meu trabalho". Em caso de vitória, Luma afirmou que pretende "repatriar" Dominguinhos do Estácio, que foi demitido pel atual presidente pouco antes do carnaval de 2008. Luma fala do desejo de ser presidente e avisa: "A Viradouro vai rasgar o asfalto"
|
|
|
||||||||||||||||||||||||||||||||||||
|