Rio - Dois mil bombeiros e 1.200 agentes de saúde farão, a partir do dia 3 de janeiro, um esforço concentrado contra a dengue em toda cidade. O ‘arrastão’ contra os focos do Aedes aegypti reunirá ainda agentes da Guarda Municipal, Comlurb e Secretaria Municipal de Obras, e começará em Paquetá, onde será realizado projeto piloto. Ontem, o futuro secretário municipal de Saúde, Hans Dohmann, disse que “está pegando o barco na correnteza” e que o trabalho começará pelas áreas com maior índice de infestação.
“Estamos pegando o trabalho de prevenção, quando 80% já deveriam ter sido feitos”, disse Hans. “Mas estamos nos preparando. O trabalho seguirá a ordem do Lira (Levantamento Rápido de Índice de Infestação). Os agentes terão um mapeamento das áreas de trabalho e, dependendo da região, devem permanecer uma média de quatro dias”, disse.
Depois do projeto piloto, a ação será concentrada em São Francisco Xavier, que tem índice de infestação de 10,8% — em cada 100 imóveis, mais de dez têm pelo menos um foco do mosquito. Jacaré, Rocha, Sampaio e Riachuelo têm o mesmo índice, seguidos pelo Complexo do Alemão e por Santíssimo. A idéia é que a permanência dos agentes e bombeiros nas regiões por mais de um dia diminua o alto índice de recusa dos moradores em abrir a porta de suas residências para que o trabalho seja feito. Na cidade, este índice de recusa é de 41% dos imóveis.
“Os moradores serão avisados sobre a ação. E acreditamos que se sentirão mais seguros para abrir as portas de suas casas para o trabalho ser feito. Queremos mobilizar a sociedade contra esse problema sério, de risco de vida”, disse Hans.
Ele ressaltou a importância da presença de outras secretarias no trabalho: se for constatada, por exemplo, a existência de problemas numa calçada que facilitem o acumulo de água, a equipe da Secretaria de Obras poderá intervir. A ação, que se prolongará por seis meses, contará com apresentações teatrais. E ocorrerá também nos fins de semana.