Antitetânica em falta nos postos da cidade
Ministério da Saúde enviou ao Rio número menor de doses que o necessário em abril e junho. Pacientes têm dificuldade de se vacinar
Moradores do Rio estão com dificuldade para encontrar vacina antitetânica nos postos de saúde. O imunizante está em falta há pelo menos dois meses. Ontem, de dez unidades procuradas por O DIA, apenas três — o PAM Oswaldo Cruz, no Centro; o PAM Dr. Alberto Sabin, na Gávea; e o Centro Municipal de Saúde Maria Augusta Estrella, em Vila Isabel — estavam abastecidas.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, responsável pelo repasse da vacina aos municípios, a necessidade do Estado, que é de 100 mil a 150 mil doses mensais, não está sendo cumprida pelo Ministério da Saúde. Nos meses de abril, maio e junho, o governo federal entregou ao estado, respectivamente, apenas 30 mil, 100 mil e 50 mil. Em julho, esse número subiu para 200 mil, mas não teria compensado o déficit dos meses anteriores. A administradora Aiune Sampaio, 56 anos, precisou desembolsar R$ 90 por três doses da vacina numa clínica particular. Ela se feriu na quinta-feira, dia 10, mas só conseguiu se imunizar na segunda, dia 14, após pesquisar por vários postos, incluindo no município de Teresópolis. Em todas as unidades, ouviu a mesma resposta: a vacina estava em falta.
“Logo no primeiro posto, o da Rua do Matoso, na Praça da Bandeira, o funcionário disse para eu não perder tempo porque a vacina estava em falta na cidade toda. Como não lembrava se havia tomado essa vacina, achei melhor não arriscar”, diz.
O ministério afirma que, entre janeiro e julho, repassou ao Estado um total de 773 mil doses, o que dá “média de 110 mil doses por mês”. Segundo o órgão, a queda registrada em abril deveu-se a problemas administrativos na compra da vacina junto ao Intituto Butantã, que já teriam sido resolvidos. O Butantan informou que a produção de vacina é feita de acordo com a solicitação do ministério e que, há três anos, não houve alteração na quantidade solicitada.
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