Londres - Os céticos que achavam que os de gases de efeito estufa emitidos pela atividade humana não eram a principal causa do aumento da temperatura do planeta e das mudanças climáticas em curso, agora tem um novo e forte argumento contra eles.
Pesquisadores britânicos publicaram na revista científica Environmental Research Letters explicações sobre o estudo em que concluem que não há relação entre o aumento da atividade solar e o aquecimento da Terra. A idéia era defendida na chamada Teoria dos Raios Cósmicos, desenvolvida pelo cientista dinamarquês Henrik Svensmark, do Centro Espacial Nacional da Dinamarca.
O pesquisador Terry Sloan, da Universidade de Lancaster, afirmou que a hipótese levantada por Svensmark não pode incentivar o aumento das emissões. Durante o ano de 2007 O Painel da ONU sobre Mudanças Climáticas (IPCC) elaborou relatórios em que culpavam o homem pelo aquecimento global.
"Tentamos corroborar a hipótese de Svensmark, mas não conseguimos. Até onde podemos constatar, ele não tem nenhuma razão para desafiar o IPCC - o IPCC está certo. Então, é melhor continuarmos a cortar as emissões de carbono", disse Terry Sloan.
A Teroria dos Raios Cósmicos diz que eles são refletidos da superfície da Terra pelo campo magnético do planeta e pelo vento solar - correntes de partículas eletricamente carregadas vindas do Sol. Quanto mais forte o vento, mais raios incidiriam sobre o planeta, aumentando a temperatura.
A equipe de Terry Sloan rechaçou essa relação analisando partes do planeta e períodos de tempo em que se registraram a chegada forte ou fraca de raios cósmicos. No curso de um dos ciclos naturais de 11 anos do Sol, houve uma frágil correlação entre a intensidade dos raios cósmicos e a quantidade de nuvens no céu. No ciclo seguinte, nenhuma relação foi encontrada.
O IPCC concluiu que desde que as temperaturas começaram a aumentar rapidamente nos anos 70, os gases de efeito estufa produzidos pelo homem tiveram um peso 13 vezes maior no aquecimento global que a variação da atividade solar.