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16/4/2008 19:54:00

Bush propõe que emissão de CO2 pare de crescer em 2025

EUA - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, propôs nesta quarta-feira que a indústria energética do país diminua as emissões de poluentes ao longo dos próximos 10 ou 15 anos, para que, até 2025, não haja mais liberação de gases causadores do efeito estufa.

Em discurso pronunciado nos jardins da Casa Branca, Bush, que no começo de seu mandato se mostrou um grande cético em relação ao do aquecimento global, apresentou uma estratégia para fazer frente a esse problema.

"Achamos que precisamos proteger nosso meio ambiente. Achamos que precisamos fortalecer nossa segurança energética, e precisamos que nossa economia cresça. A única maneira de conseguir isso é através de contínuos avanços na área tecnológica", afirmou o presidente.

No pronunciamento que fez, Bush disse que a meta é deter o crescimento das emissões de gases no país até 2025.

Para alcançar esse objetivo, "temos que diminuir o mais rapidamente o crescimento das emissões no setor energético, de modo que estas alcancem seu teto em dez ou 15 anos e comecem a diminuir a partir de então".

Bush também se mostrou contra "cortes de emissões drásticos e repentinos", os quais, segundo ele, "não têm chances de serem alcançados" e, por outro lado, podem prejudicar a economia.

"O melhor caminho é fixar metas realistas para que as emissões sejam reduzidas de maneira consistente com os avanços tecnológicos e, ao mesmo tempo, aumentemos nossa segurança energética e garantamos o crescimento de nossa economia", declarou.

O presidente falou ainda dos planos do Congresso, que em junho deve debater uma série de propostas ambientais sugerindo cortes obrigatórios nas emissões.

"Uma legislação ruim imporia custos colossais à nossa economia e às famílias americanas, sem atender às grandes metas ambientais que compartilhamos", destacou o presidente.

Bush, que rejeitou o Protocolo de Kioto em uma de primeiras decisões como presidente, acha que as principais economias mundiais, inclusive as emergentes, como as da Índia e da China, devem fixar uma meta e reduzir suas próprias emissões de gases estufa.

No discurso, o chefe de Estado também afirmou que a melhor maneira de combater a mudança climática é "garantir que as principais economias estejam comprometidas com a tomada de medidas e cooperar (...) a favor de um acordo internacional sobre o clima que seja justo e efetivo".

O presidente também se declarou contra o abandono da energia nuclear, e, por outro lado, propôs "mais energia nuclear livre de emissões".

As informações são da EFE

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