Rio - O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) divulgou nesta terça-feira que a área desmatada em março foi de 145,7 quilômetros quadrados, de acordo com o Sistema de Detecção em Tempo Real (Deter). E aponta uma redução de 80% em relação a fevereiro, quando o Deter contabilizou 725 quilômetros quadrados de novas áreas desmatadas.
Apenas no Maranhão o desmate aumentou de 2,1 quilômetros quadrados em fevereiro para 12,2 quilômteros quadrados no último mês. Com 112,4 quilômetros quadrados de novas áreas devastadas, Mato Grosso responde por 77% dos desmatamentos registrados pelo Deter no período, apesar da redução de 82,4% em relação a fevereiro.
Até o ínicio de abril, a Operação Arco de Fogo havia aplicado R$ 31,3 milhões em multas e apreendido 25,8 mil metros cúbicos de madeira em toras e serrada nos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia – bases da ação integrada da Polícia Federal, Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Força Nacional de Segurança.
Em fevereiro, mês em que foram anunciadas medidas pelo governo federal para combater o atual ritmo da derrubada da floresta na Amazônia, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectou 725 km2 de desmatamento. É um número 13,4% mais alto do que o registrado em janeiro - 639 km2.
Os dois meses fazem parte do inverno amazônico, período de chuvas na região, quando é mais difícil a ação no campo. Mesmo assim, o valor é mais alto do que o registrado nos meses de agosto, setembro e outubro do ano passado, quando o clima estava mais seco - perde apenas para novembro e dezembro, quando houve o alerta no governo federal.
Com Agência Brasil