França - Uma exposição na França, batizada de Animais do Futuro, tenta mostrar como será a fauna do planeta daqui a milhões de anos, com base em trabalhos científicos e projeções que levam em conta questões como as mudanças climáticas e os movimentos das placas terrestres.
Em uma espécie de safári virtual, os visitantes do parque temático Futuroscope, em Poitiers (centro-oeste da França), têm a chance de conhecer animais como o "baboukari", descendente do macaco uacari de cara vermelha, da Amazônia, que apareceria em 5 milhões de anos com a transformação da floresta tropical em uma savana seca, na projeção virtual dos cientistas.
Um computador insere os animais virtuais em terceira dimensão às imagens do ambiente observado. Os visitantes também utilizam braceletes com censores que permitem interagir com os animais do futuro.
O meio-ambiente e os animais representados nessa exposição são fruto de uma teoria desenvolvida por cientistas britânicos a partir da evolução dos movimentos geológicos da Terra, do clima e da capacidade de resistência da fauna, que mudaria para se adaptar ao novo ambiente.
Dessa forma, os macacos uacari, ao darem origem aos "baboukari", desceriam das árvores da Amazônia, que não existiriam mais, para viver no solo. Eles não usariam mais sua cauda para se balançar entre os galhos e sim para se comunicar entre eles em meio à alta vegetação.
Um outro animal do futuro seria o "tortunossauro", que evoluiria a partir da tartaruga gigante. Esse réptil, em 100 milhões de anos, seria o maior animal terrestre, com 7 m de altura. Maior do que um dinossauro, seu peso, de 120 t, seria 40 vezes maior do que o de um elefante. Sem temer nenhum predador, perderia a maior parte de sua carapaça.
Enquanto o ancestral da capivara apresenta um pêlo mais denso, o "cuirasson" possui em suas costas uma carapaça com escamas, com pêlos duros e espessos, semelhantes aos do porco-espinho. O "peixe-ave", existiria dentro de 200 milhões de anos, descendente dos peixes-voadores. As nadadeiras dos peixes-voadores permitem planar em uma distância de até 100 metros. As de seus descendentes se tornariam verdadeiras asas. Como o beija-flor, poderia voar rápido e permanecer imóvel no ar.
O "grande planador azul" seria um passáro que viveria nos picos das montanhas. Como ele passaria a maior parte do tempo nos ares, a evolução lhe dotaria de dois pares de asas, com 15 metros de comprimento. Para se proteger do Sol, ele possuiria plumagem azul metálica, para refletir a luz.
Descendente da lula, o "Lula-macaco" evoluiria para um animal terrestre. Como seus ancestrais, não possuiria esqueleto e manteria oito braços e dois tentáculos com ventosas. Viveria em florestas densas e possuiria visão desenvolvida, com olhos situados em duas espécies de hastes.
A tecnologia da "realidade ampliada", que permite ver os animais da exposição, está sendo utilizada pela primeira vez na área do divertimento. Ela já é empregada no campo da medicina, para cirurgias, na aeronáutica, na arquitetura e no setor do turismo.
Com informações da BBC Brasil