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05/06/2007 01:53:00

"ABIOsorvente”: uma solução que afronta a farra dos descartáveis

Diogo Dantas


Rio –  Quem diria que as mulheres voltariam a utilizar os chamados “panos de chico” para se livrarem daqueles “incômodos”. É o que está conseguindo a geógrafa Diana Hirsch, criadora dos aBIOsorventes. Depois da invenção dos absorventes descartáveis, nunca mais se ouviu falar de nada reutilizável para conter o fluxo menstrual.

O primeiro plástico sintético foi desenvolvido no início do século XX, e registrou um desenvolvimento acelerado a partir de 1920. Este material, relativamente novo se comparado a outros como o vidro e o papel, passou a estar presente em grande parte dos nossos utensílios. Principalmente nos de uso pessoal.

Diana conta que o interesse pela criação do “abio”, como o chama, surgiu em uma aula na faculdade.  “Descobri que como subproduto do branqueamento de produtos como papel higiênico, absorvente, entre outros, surge a dioxina, um elemento cancerígeno, que pode causar infertilidade. Aí pensei em em alternativas e criei o abiosorvente”, conta.

A inventora diz que não fez nada inédito, já que o produto é comercializado no Canadá, EUA, Alemanha, Inglaterra, mas a um preço muito caro. “Aí minhas amigas me incentivaram a fazer e eu fui pesquisando, percebendo os impactos de produtos semelhantes, como fraldas descartáveis”, explica Diana.

Mais barato e menos incômodo

Apesar de muitas mulheres ouvidas pelo Dia Online se negarem a reutilizar absorvente de pano, Diana conta que existem muitas vantagens além da preservação ambiental e de evitar o acúmulo de resíduos descartáveis.

“A fralda descartável gera impacto menor no meio ambiente que os absorvente, porque o bebê só usa por dois anos em média. O absorvente, por ser pequeno, é usado por muito tempo, o volume é bem pior” diz Diana.

O produto é feito com algodão, e pode ser reutiliado por oito anos. E quanto mais velho mais absorve, garante a inventora. Quando jogado fora, o “abio” se reintegra ao meio em três meses.

O modo de lavar é idêntico a uma calcinha. Basta esfregar um pouco, deixar de molho primeiro em água sem sabão, depois com sabão, e pronto. Basta colocar na máquina como qualquer roupa.

O produto ainda é menos irritante que o de plástico. “Fica mais arejado, o descartável acumula bactérias e causa mau cheiro. O ‘abio” não dá assadura, não fica rossando” garante Diana.

Quem quiser obter a regalia ecologicamente correta e confortavelmente adaptável basta entrar em www.coisasdemulher.com.br. Um absorvente custa R$ 15, três são R$ 40. Contribua com o meio ambiente e com a sua saúde genital.

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