Rio - O número de fumantes entre universitários da área da saúde é alto. É o que revelam dados preliminares de uma pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), divulgada nesta quarta-feira, Dia Nacional de Combate ao Fumo. Ao todo, foram ouvidos 3.189 alunos de medicina, enfermagem, odontologia e farmácia das cidades de Campo Grande, Florianópolis, João Pessoa e Rio de Janeiro.
O maior número de fumantes, mais de 21%, foi encontrado entre alunos do curso de odontologia de Campo Grande, e o menor, 4%, também entre estudantes de odontologia, em Florianópolis. No Rio de Janeiro, por exemplo, mais de 16% dos alunos de medicina disseram que fumam. A média nacional de fumantes acima dos 15 anos é de 18%.
Para a coordenadora da pesquisa, Liz Maria de Almeida, os dados são significativos, já que esses estudantes serão os futuros profissionais de saúde e formadores de opinião. “Não existe ainda, em nível curricular, uma ênfase maior na questão do papel desse estudante como um profissional que pode prevenir o início do uso ou colocar algum paciente que esteja fazendo o uso do tabaco em tratamento".
A pesquisa também aponta desconhecimento sobre a legislação que proíbe o fumo em ambientes fechados. Para a metade dos entrevistados, não é proibido fumar em discotecas e casas de shows. Em bares e botequins, a idéia de que fumar é permitido aumenta. Apenas 2% dos estudantes de enfermagem de Florianópolis sabem que não é permitido fumar nesses locais.
Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Fumo, o Inca também apresentou um projeto voltado para rádios comunitárias. É uma série com 40 programas sobre combate e prevenção de vários tipos de câncer. Eles serão distribuídos gratuitamente para 50 rádios comunitárias de todo o país. O lançamento foi na Rádio Saara, que leva informações ao maior mercado popular do Rio de Janeiro.
“O grande objetivo desse projeto é fazer chegar ao cidadão a informação correta sobre como se prevenir de um câncer ou as formas de recorrer a um serviço de saúde diante do aparecimento da doença”, disse o diretor do Inca, Luiz Antônio Santini.
Os programas também podem ser baixados nos sites www.inca.gov.br ou www.saude.gov.br
Agência Brasil