Um paciente voluntário com infarto agudo do miocárdio do Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras (INCL) participou do Estudo Multicêntrico Randomizado de Terapia Celular em Cardiopatias recebendo células-tronco autólogas (células retiradas da medula óssea do próprio paciente) ou placebo.
O procedimento, que foi realizado na terça-feira, dia 21, durou cerca de três horas. O material foi injetado na artéria do coração, por meio de um cateterismo. As células-tronco procuram, por conta própria, o local lesado e ali começam a atuar.
O paciente, que já havia infartado há dois anos e vinha sendo acompanhado pelo INCL, teve o seu segundo infarto na quinta-feira, dia 16. Ele passou por uma angioplastia e colocou um stent. Na ocasião, a capacidade de funcionamento do seu coração era de apenas 23%.
Após o procedimento, esse índice subiu para cerca de 40%. A previsão dos médicos, é que o paciente apresente ganho de rendimento a partir do segundo mês. Para verificar o alcance do efeito das células tronco é preciso aguardar por um ano, período no qual o paciente será avaliado a cada dois meses.