Rio - O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou nesta segunda-feira dois instrumentos para o estudo da biodiversidade brasileira: o Mapa de Insetos e Outros Invertebrados Terrestres Ameaçados de Extinção e o Banco de Dados da Vegetação da Amazônia Legal.
O primeiro mapa de insetos e outros invertebrados terrestres ameaçados trás 130 espécies e subespécies desses animais que podem deixar de existir, segundo a Lista das Espécies da Fauna Brasileira Ameaçadas de Extinção mais recente do Ibama, de 2003. Do total de 130 espécies e subespécies ameaçadas de extinção, 96 são insetos, como abelhas, besouros, formigas, borboletas, libélulas, mariposas etc., e as 34 restantes são outros invertebrados terrestres, como aranhas, opiliões, pseudoescorpiões, gongolos, caracóis, minhocas, entre outros.
O conjunto de espécies animais brasileiras é um valioso recurso e um imenso patrimônio natural, cultural e econômico, mas tanto a devastação da cobertura vegetal quanto as formas de extrativismo têm contribuído consideravelmente para sua dizimação, o que significa perda de biodiversidade. O desaparecimento dos habitats naturais é um dos principais fatores que aceleram o processo de extinção dos animais - ao lado de outros como a caça predatória, a poluição e a perseguição a espécies de valor econômico ou ornamental.
O Banco de Dados da Vegetação da Amazônia Legal reúne informações alfanuméricas (em texto) e gráficas atualizadas, com nível de adequação à escala 1:250.000, ou seja, uma escala que permite uma abordagem com baixo nível de generalização. Apresenta a distribuição espacial dos diferentes tipos de vegetação da Amazônia Legal, podendo-se chegar até o nível de subformação, no qual é possível fazer uma maior diferenciação das características dentro de uma mesma área de vegetação, segundo a classificação adotada pelo IBGE.
A estruturação do banco de dados permite sua manipulação para criação de novos produtos, derivados do cruzamento de informações, que podem contribuir para estudos que visem, entre outros, à ordenação territorial, bem como para subsidiar políticas públicas.
O acervo de dados sobre a vegetação da Amazônia Legal contém cerca de 2.500 pontos de inventário florestal e de coleta de material botânico, que contemplam informações referentes a volume de madeira e ocorrência de espécies, entre outras. Inúmeras avaliações interpretativas dessas informações podem ser realizadas por unidade de área, para diferentes cortes geográficos – estado, município, bacia hidrográfica etc.