RIO - Duas famílias, dois dramas. Em Nova Iguaçu, a provável imperícia de uma profissional de saúde pode ter causado a morte do bebê Richard Samuel Cândido Levenson, 9 meses. No Rio, parentes da funcionária pública Marilda Silva Pinto, 45 anos, acusam a Santa Casa de Misericórdia, no Centro, onde ela foi submetida a cirurgia plástica, de não tê-la transferido para o CTI de um hospital particular a tempo de evitar seu óbito.
A morte do bebê foi na quinta-feira, na Clínica Prontonil, Nova Iguaçu. De acordo com a família, Richard entrou em coma e morreu após ter mangueira de oxigênio conectada à agulha de soro que estava presa ao seu braço por uma enfermeira identificada como Adriana.
A avó da criança, Janaína Costa Levenson, 40 anos, registrou o caso na 52ª DP (Nova Iguaçu). A direção da clínica só se pronunciará após a apuração do fato pela polícia. “O médico passou nebulização para diminuir o cansaço do menino, que estava com crise de asma. Havia um tubinho de oxigênio no nariz dele, que foi removido para a nebulização. A enfermeira, em vez de recolocar o tubinho no nariz após a nebulização, colocou em agulha que estava no braço para aplicação do soro”, contou a avó. O menino teve uma forte reação. Sua mãe, Viviane Cândido dos Santos, 22, ficou desesperada.
O delegado da 52ª DP, Orlando Zaccone, informou que a enfermeira será identificada e chamada para depor. O delegado também enviará ofícios à clínica solicitando o prontuário do menino. Dependendo do resultado da necropsia, que indicará a causa da morte, Adriana responderá ao inquérito em liberdade ou será indiciada por homicídio culposo (sem a intenção de matar).
Marilda também morreu na quinta-feira, dia seguinte à cirurgia para redução de mamas. Segundo a família, entre 9h e 17h a funcionária pública sofreu pelo menos 12 paradas cardíacas.