Bruxelas - O Painel Intergovernamental para Mudança Climáticas (IPCC) manifestou nesta quarta-feira, em Bruxelas, sua preocupação com a aceleração do degelo na Antártica e pediu a obtenção de um acordo internacional para estabelecer tarifas para emissões de dióxidos de carbono.
Em entrevista coletiva no Parlamento europeu, o indiano Rajendra Pachauri, presidente do IPCC - vencedor do Prêmio Nobel da Paz 2007 - enfatizou o risco da elevação dos oceanos em caso de aceleração do derretimento dos bancos de gelo da Antártica por causa da mudança climática.
"A aceleração do derretimento dos grandes icebergs na Antártica Ocidental pode ter como conseqüências mudanças brutais e irreversíveis, como um risco de elevação do nível dos mares", explicou.
Um setor do banco de gelo antártico equivalente a quatro vezes a superfície de Paris começou a derreter, informou na terça-feira o Centro Nacional da Neve e do Gelo da Universidade de Colorado (NSIDC).
"Não estamos em condições de prever quando e como vai evoluir, mas é algo muito preocupante", acrescentou Pachauri, evitando mencionar o período de 25 anos evocado por alguns especialistas para que se concretize esta ameaça.
Especialistas da ONU disseram nesta terça que a possibilidade de contar com boas previsões climáticas e alertas prévios diante de eventuais desastres naturais depende de que todos os países, não só os mais ricos, gerem e troquem informações meteorológica de qualidade com o resto do mundo.
O presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), Rajendra Pachauri, afirmou que o único modo de garantir previsões adequadas e com antecedência suficiente é contar com dados provenientes de diferentes partes do planeta "em tempo real".
Com agências