Marinha contra o mosquito
Fuzileiros navais reforçam a guerra contra a dengue no estado com ações em São Gonçalo
Rio - A Marinha entrou na guerra contra a dengue no Rio. Ontem de manhã, 100 fuzileiros navais e 10 técnicos da Secretaria Municipal de Saúde de São Gonçalo percorreram cerca de 1,2 mil casas do bairro de Trindade. O objetivo da operação é, nos próximos três meses, visitar 70 mil imóveis em 12 bairros em que é alto o índice de infestação pelo mosquito transmissor da doença.
De acordo com o coordenador de vetores do município de São Gonçalo, Jorge Luís de Oliveira, a maioria dos focos domésticos encontrados ontem estava em pequenos recipientes, como copos e vasos. O técnico disse ainda que foram identificados, em média, dois focos para cada 10 residências. Não está confirmado, porém, se há risco de surto de dengue no bairro. “Como os fuzileiros estavam sem o kit de coleta e identificação de focos, não foi possível saber se as larvas são do Aedes aegypti ou de outros insetos, que não transmitem a dengue, como pernilongos”, explicou. Segundo ele, nos próximos dias haverá kits e capas de caixas d’água.
Ainda segundo Oliveira, além de visitar as residências, os agentes orientam a população sobre como manter as casas livres dos focos. Ele acrescentou que a tropa pretende visitar todos os bairros em 45 dias, duração do ciclo epidemiológico do mosquito, e, após o término, retornar aos locais. A previsão é que Trindade tenha 10 mil casas visitadas até sexta-feira. Na próxima semana os bairros Ipiíba, Tiradentes, Barracão e Guarani recebem os fuzileiros. “Escolhemos bairros onde os militares, separados em grupos de dez, podem trabalhar com segurança”, disse.
São Gonçalo foi escolhido para o início do projeto porque é o segundo município mais populoso do estado, com cerca de um milhão de habitantes. Além disso, não teve epidemia em 2008, ou seja, a maior parte da população não tem anticorpos contra o vírus 2, que circulou ano passado.
MORTE SUSPEITA
A Secretaria Municipal de Saúde de Caxias, na Baixada Fluminense, vai apurar a morte da comerciante Débora Duarte, 18 anos, em Xerém, por suspeita de dengue hemorrágica.
Não está descartada a hipótese de a causa da morte ter sido leptospirose. A jovem morreu dia 9, após percorrer postos de saúde e receber o diagnóstico de virose. A secretaria admite falha no atendimento e informou que pode punir os médicos que atenderam Débora.
A Secretaria Estadual do Ambiente lança hoje a campanha ‘Ecobarreiras contra a Dengue’. Com o objetivo de eliminar focos do mosquito, recolher materiais que acumulam água e educar a sociedade, cerca de 300 agentes irão percorrer Maré, Arroio Fundo, Marapendi e Pavuna-Meriti, no Rio. Já a Secretaria Municipal de Saúde do Rio vistoria amanhã residências nos bairros São Francisco Xavier e Rocha.
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