Rio - A concentração de dióxido de carbono na atmosfera alcançou um recorde, de acordo com novos dados divulgados divulgados pela Centro Nacional de Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).
Cientistas do centro de estudos de Mauna Loa, no Havaí, avaliam que o nível de CO2 chegaram a 387 partes por milhão (ppm), um crescimento de quase 40% desde o início da Revolução Industrial, e o maior registro dos últimos 650 mil anos.
A previsão também confirma que o CO2 está se acumulando mais rápido do que se imaginava. O crescimento anual em 2007 foi a uma taxa de 2.14 ppm. Entre 1970 até o ano 2000 essa taxa foi de 1.5ppm por ano. Desde então ela passou a 2.1ppm.
Países estudam há anos metas de redução obrigatórias para cobrir as já estabelecidas metas do Protocolo de Quioto, ainda ineficientes. Na discussão sobre a porcentagem países como os Estados Unidos ainda nem ratificaram o acordo.
Países emergentes, como Brasil, China e Índia, não estão obrigados a cortar suas emissões. Mas para se ter uma idéia a China já ultrapassou os Estados Unidos como o país mais poluidor do planeta.
Martin Parry, do Painel da ONU sobre Mudanças Climáticas, disse que não adianta mais muita conversa. A situação está ficando pior. As taxas de poluentes estão aumento e cada vez mais rápido. Nós já vimos os impactos e a escala deles vão se acelerar, até decidirmos fazer algo efetivamente".