Rio - Dos males diretamente causados pelo tabagismo, um dos mais perigosos é o enfisema pulmonar, também conhecido como Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC). Calcula-se que, por hora, quatro brasileiros morram vítimas do problema. Hoje, Dia Nacional de Combate ao Fumo, especialistas alertam que pelo menos 80% das pessoas que têm a doença não estão diagnosticadas corretamente.
“As pessoas precisam estar atentas aos primeiros sintomas da DPOC, que são tosse com catarro. Em pouco tempo, esse quadro pode evoluir para cansaço e falta de ar. O sujeito sobe um lance de escada e já fica exausto. Muitas vezes, uma simples radiografia do pulmão não é suficiente para detectar o problema”, afirma o pneumologista Miguel Aidé.
Só no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla, em Acari, cerca de 200 atendimentos por dia são registrados no setor de pneumologia. Segundo o pneumologista José Carlos Sapienza, pelo menos 85% dos pacientes atendidos sofrem de problemas causados pelo fumo. “Na maioria dos casos, adotar medidas preventivas, como promover campanhas educativas nas escolas, sai mais barato e causa mais efeito do que tratar o paciente tabagista”, acredita Sapienza.
Durante o dia de hoje, das 9h às 17h, a Secretaria Municipal de Saúde montará na Cinelândia, no Centro do Rio, um estande para demonstrar os efeitos do cigarro no pulmão do fumante. Segundo a assessora do Programa de Controle Antitabagista do município, Ana Helena Riffin, a prefeitura oferece tratamento para quem deseja largar o vício em 76 postos de saúde. Atualmente, 1.520 pacientes estão em tatamento. “Das pessoas que buscam ajuda, 70% são mulheres acima dos 40 anos. Na maioria das vezes, elas têm mais dificuldade para abandonar o cigarro e mais facilidade para adoecer”, afirma Ana Helena.