Rio - A Secretaria Estadual de Saúde está sem estoque do anti-retroviral Maraviroque 150 mg, destinado a soropositivos. A carência, de acordo com a secretaria, deve-se às férias coletivas dos funcionários do fabricante, único no mercado nacional. A previsão é de que o remédio volte a ser distribuído dentro de duas semanas.
Apesar de ter o medicamento garantido por decisão judicial, Debir Silva, 48 anos, está com o tratamento comprometido. Dia 10, ele retirou caixa com 60 comprimidos, quantidade para um mês. O medicamento, porém, tinha data de validade do dia 31. Ao retornar ao Iaserj, segunda-feira, para pegar nova remessa, foi informado de que não havia mais. “Estou tomando remédio vencido e dentro de poucos dias vai acabar. Estou inseguro”, lamenta ele.
Para o coordenador da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids, Veriano Terto, a interrupção favorece a resistência do vírus ao remédio e faz com que o paciente desanime. “Em caso de interrupção, a pessoa deve entrar em contato com o poder público para denunciar”, diz. A secretaria de Saúde não ofereceu alternativas ao problema de Debir.