Rio - A dor é um componente fundamental para a medicina. Apesar de ser um dos grandes responsáveis pela diminuição da qualidade de vida, é através dela que doenças sérias podem ser detectadas. Seja leve, aguda ou crônica, a dor atinge pessoas de qualquer idade e grupo social. Nos Estados Unidos, segundo estudo da Panchal S. John Hopkins Medical School, realizado em 2000, cerca de 31% da população sofre com algum tipo de dor, o que representa 86 milhões de norte-americanos. Não existem estatísticas sobre a incidência de dores na população brasileira. Na falta de dados, aceita-se de forma geral a média de 30% da população com prevalência de algum tipo de dor crônica, segundo informações da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED). No Brasil, seriam 57 milhões de brasileiros.
A alta incidência de pessoas com algum tipo de dor fez surgir formas alternativas de tratamento, que, aliadas às formas tradicionais, amenizam os sofrimentos físico e psicológico causados pelas dores constantes. Pacientes com enxaqueca, dores nas costas e distúrbios osteomusculares relacionados ao trabalho (ou DORT, antigamente denominados Lesões por Esforço Repetitivo – LER) já contam com tratamentos alternativos, como acupuntura, hidroterapia e fibromioterapia. Essas técnicas procuram diminuir a quantidade de medicamentos a ser administrada, tendo como foco principal a melhoria do bem-estar físico.
“Estudos demonstram que 85% das pessoas que sofrem com certas doenças, como fibromialgia, ciatalgia – dor ciática, lombalgia – dor lombar, bursites, tendinites, dores nas costas, ombros, pernas, entre tantas outras, conseguem ser tratadas convenientemente pelos métodos tradicionais, como a medicina, a farmacologia, a fisioterapia, a acupuntura, entre outros. Nos 15% restantes as doenças se tornarão crônicas”, comenta Lélio Leme Jr., fisioterapeuta e diretor do Leme Instituto Terapêutico.
Recém-chegada ao Rio de Janeiro, a Lemeterapia, cuja denominação científica é fibromioterapia, tem se mostrado eficaz especialmente no tratamento da fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta aproximadamente seis milhões de brasileiros e causa dores musculares, fadiga e ansiedade. Com o uso de manipulação corporal, calor e vibração, dores causadas por tendinites e reumatismo também são potencialmente amenizadas. “Com a terapia, as doses de medicamentos utilizadas podem ser diminuídas, e em muitos casos totalmente eliminadas, sempre com o aval médico”, afirma Cleide Cerqueira, fisioterapeuta especializada na técnica.
O tratamento da dor torna-se ainda mais difícil devido aos efeitos psicológicos gerados e pelo fato da tolerância variar de pessoa para pessoa. “O mais importante é ter a consciência de que as dores indicam lesão ou risco potencial ao corpo. Por isso, apesar de um grande número de pessoas já recorrer às técnicas alternativas à medicina tradicional, o fundamental é que haja sempre o acompanhamento médico, desde o primeiro momento”, alerta Cleide.
Sobre a Lemeterapia – Cientificamente denominada de Fibromioterapia – terapia das fibras, tecidos faciais, tendões, aponeuroses e músculos –, utiliza calor, vibração e manipulação corporal suave e específica para tratar tecidos quando apresentam contraturas provocadas ou não por quedas, esforço exagerado, entorses etc. A técnica, desenvolvida pelos terapeutas F. Lélio Leme Jr. e Helen Lima Leme, já permitiu a recuperação de mais de sete mil pessoas no Brasil e nos Estados Unidos.
O método tem eficácia cientificamente comprovada para o tratamento de Fibromialgia, síndrome ainda pouco conhecida, cujo número de diagnosticados vem aumentando a cada dia. Ela provoca dores espalhadas por todo o corpo, comprometendo sensivelmente a rotina do portador. Com êxito em 95% dos casos, a Lemeterapia elimina os principais sintomas da enfermidade e possibilita a volta do paciente às atividades normais em três a cinco meses, dispensando gradualmente o uso de medicamentos antiinflamatórios e antidepressivos normalmente utilizados para controlar as fortes dores ocasionadas pela síndrome.
A técnica tem se mostrado eficaz também no tratamento de outros tipos de Reumatismos Extra-Articulares (REAs – conhecidos como reumatismos das partes moles), entre eles Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Doenças Ósteo-Muscular Relacionada ao Trabalho (DORT), mialgias (dores musculares), síndrome do túnel do carpo, tarso, cotovelo de tenista e golfista, disfunção de ATM. É também amplamente indicada para o tratamento de dores ciáticas, tendinites, bursites e dores comuns das costas ou coluna, mesmo quando estes casos são muito crônicos e se estendem por várias décadas.
A terapia proporciona o alívio gradual de manifestações associadas a estes acometimentos quando eles geram depressão, dores de cabeça, insônia, câimbras, nervosismo e mais outras 190 manifestações catalogadas pelos autores da técnica. Além disso, os índices de recaída em pacientes submetidos à Lemeterapia são muito pequenos, comparados aos métodos tradicionais.