Rio - Um teste rápido, capaz de fazer o diagnóstico de dengue em 15 minutos. Um site em que os cidadãos podem denunciar a existência de focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Armadilhas para capturar os mosquitos adultos. Essas são as novas tecnologias que estão sendo avaliadas pelo Ministério da Saúde para o combate à dengue. Por enquanto, 13 municípios do País se cadastraram para desenvolver projetos-piloto, financiados pelo ministério. Nenhuma cidade do Rio está entre as beneficiadas — que não terão que ter qualquer contrapartida.
“Acho que qualquer contribuição é válida. Esses exames de diagnóstico em 15 minutos seriam ótimos, em caso de uma epidemia como a última. Um dos grandes problemas, que facilitou muitas mortes, foi a demora no diagnóstico da doença. Um teste resolveria isso”, afirma Marcos Roig, pai do menino Rodrigo Roig, 6 anos, uma das 106 pessoas que morreram com dengue na cidade desde o início do ano. Marcos move ação contra as clínicas que atenderam seu filho e não fizeram o diagnóstico correto.
Além de confirmar ou descartar a doença, o teste de sangue, chamado de NS1, identifica qual o sorotipo, o que é importante na detecção da entrada de novos vírus da dengue.
Segundo o ministério, está prevista para a próxima semana reunião com as secretarias municipais de Saúde dos locais que participarão do estudo, para decidirem a melhor forma de implementação das técnicas.
Ontem, o epidemiologista Roberto Medronho afirmou que na cidade do Rio, a região do Méier, Penha, Olaria, Ramos, Bonsucesso e adjacências, que tem maior índice de infestação da cidade, corre risco de ter surto. A região tem índice de 5,76%: em cada 100 imóveis, quase seis têm pelo menos um foco do Aedes. “O número de mosquitos é alto e a população, suscetível.”
MOSQUITOS: COMO EVITAR
De acordo com levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde, no Rio mais de 50% dos focos do Aedes aegypti estão dentro de casa. É importante tomar alguns cuidados
Remova tudo que possa impedir a água de correr pelas calhas, como folhas e galhos secos. Faça uma vistoria semanal para verificar se há acumulo de água.
Não deixe acumular água na laje. Crie o hábito de, após a chuva, varrer a água retida no local.
Encha de areia até a borda os pratinhos das plantas. Alguns especialistas defendem até que eles sejam descartados para evitar que se transformem em criadouros do Aedes.
Algumas geladeiras, principalmente aquelas com degelo automático, têm uma bandeja que acumula água. Ela deve ser vistoriada semanalmente.